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A vantagem de ser Hamilton

Dias ao Volante
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Infelizmente, sou obrigado a falar antes do grande final da corrida da Áustria da Rede Globo anti-jornalismo. Pôrra, estes caras não enxergam nada que está acontecendo na frente do nariz deles, não sabem interpretar nada, não dão as informações mais importantes e cortam imagens fundamentais, como a da salinha de reunião dos pilotos antes do pódio. O Lewis Hamilton certamente falou alguma coisa nesse momento, porque apesar de ter vencido a batalha contra o Nico Rosberg, o inglês estava brabo, também no pódio.
Buenas, como a Globo não trata de jornalismo, vamos nós aqui tratar:
Fato 1
A Mercedes montou a tática de corrida para dar a vitória ao Rosberg. Primeiro, deixou o Hamilton na pista muito tempo antes da parada de box. Segundo, chamou os dois pilotos para a segunda parada e colocaram pneus supermacios no carro do alemão e macios (mais duros) no do Hamilton. Inclusive, o próprio Hamilton reclamou disso pelo rádio.
Fato 2
Com apenas 15 voltas para o final, muito pouco para uma pistinha de poucos quilômetros, nada explica terem colocado pneus mais duros em quem tinha de atacar o outro. O Hamilton fez voltas mais rápidas no final porque estava puto. Fez voltas mais rápidas apenas "no braço".
Fato 3
Estou escrevendo, mas neste momento o Rosberg já deve ter sido punido pela batida na abertura da última volta. Se esse alemão não for punido, a FIA dará mais uma prova de que gosta de acobertar as coisas e deixar por isso mesmo. O que o Rosberg fez para tentar impedir a ultrapassagem do Hamilton não foi a clássica "engordada de curva" que o inglês tanto sabe fazer. O Rosberg, bem lembrou o Gabriel Dias, seguiu em linha reta na curva para bater de propósito no Hamilton, que já tinha feito a ultrapassagem.
Fato 4
No toque dos dois, o Rosberg levou a pior porque quebrou a asa da frente. E aí, mais uma pérola dos caras da Globo: "o Rosberg deve ser punido porque cruzou a linha de chegada com o carro aos pedaços". Não existe isso no regulamento. Se o carro estava rodando, pode seguir em frente na última volta. O alemão deve ser punido, sim, pela batida no Hamilton.
Fato 5
Olhem a fala dos dois após a corrida. E já dou a minha opinião sobre as "aspas" dos dois: o Rosberg é mau caráter, e só por isso merece perder o campeonato.
Hamilton: "Ele cometeu um erro na curva 1, então eu tive a oportunidade de entrar por fora. Eu deixei muito espaço por dentro e acho ele se deu conta e bateu em mim. Acredito que ele tenha dito algum problema com os freios. Eu estou aqui para vencer. É isso".
Rosberg: "Tenho certeza de que venceria esta corrida. Meus freios estavam superaquecendo. Mas estava na linha de dentro. Fiquei bem surpreso em ver que ele jogou o carro para cima de mim".
"jogou o carro para cima de mim"? Quem jogou o carro para cima foi você, Rosberg! Além disso, o Hamilton já estava na frente.
O GP da Áustria valeu por essa briga no finalzinho. A chuva prometida não deu as caras em Zeltweg, deixando a prova bem no mais ou menos. Mais pra menos. Sebastian Vettel apostava em apenas uma parada de box, liderou algumas voltas com os pit stops das Mercedes, mas teve um pneu estourado na reta dos boxes.
Com isso, a liderança foi para as mãos do Max Verstappen, após a segunda parada das Mercedes. Porém, ambos com pneus novos, Rosberg e Hamilton logo passaram o piloto da Red Bull e foram embora.
A decisão do primeiro lugar mostrou claramente a maior diferença entre os dois pilotos da equipe prateada: naquelas condições e no final da prova, só o Hamilton tentaria uma ultrapassagem, custasse o que custasse.
Além de tudo, o Rosberg foi muito burro, pois perdeu 18 pontos certos. E pode perder até os 12 pontos do quarto lugar com a punição justa.



Resultado do GP da Áustria

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Volte em instantes para acompanhar o resumo da corrida.

1) L. Hamilton – Mercedes – 1h27min38s107
2) M. Verstappen – Red Bull – a 5s719
3) K. Raikkonen – Ferrari – a 6s024

4) N. Rosberg – Mercedes – a 26s710 - punido em 10s pela colisão com Hamilton
5) D. Ricciardo – Red Bull – a 30s981
6) J. Button – McLaren – a 37s706
7) R. Grosjean – Haas – a 44s668
8) Carlos Sainz Jr. – Toro Rosso – a 47s400
9) V. Bottas – Williams – a uma volta
10) P. Wehrlein – Manor – a uma volta

11) E. Gutierrez – Haas – a uma volta
12) J. Palmer – Renault – a uma volta
13) F. Nasr – Sauber – a uma volta
14) K. Magnussen – Renault – a uma volta
15) M. Ericsson – Sauber – a uma volta
16) R. Haryanto – Manor – a uma volta

17) S. Perez – Force India – não completou
18) F. Alonso – McLaren – não completou
19) N. Hulkenberg – Force India – não completou
20) F. Massa – Williams – não completou
21) S. Vettel – Ferrari – não completou
22) D. Kvyat – Toro Rosso – não completou

Volta mais rápida – L. Hamilton – Mercedes – 1min08s411



Resultado classificação para o GP da Áustria

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1) L. Hamilton – Mercedes – 1min07s922
2) N. Hulkenberg – Force India – 1min09s285
3) J. Button – McLaren – 1min09s900
4) K. Raikkonen – Ferrari – 1min09s901
5) D. Ricciardo – Red Bull – 1min09s980
6) N. Rosberg – Mercedes – 1min08s465 – era 2º, punido +4 posições
7) V. Bottas – Williams – 1min10s440
8) M. Verstappen – Red Bull – 1min11s153
9) S. Vettel – Ferrari – 1min09s781 – era 5º, punido em +5 posições
10) F. Massa – Williams – 1min11s977

11) E. Gutierrez – Haas
12) P. Wehrlein – Manor
13) R. Grosjean – Haas
14) F. Alonso – McLaren
15) C. Sainz Jr. – Toro Rosso
16) S. Perez – Force India

17) K. Magnussen – Renault
18) J. Palmer – Renault
19) R. Haryanto – Manor
20) D. Kvuat – Toro Rosso
21) M. Ericson – Sauber
22) F. Nasr – Sauber



Dobradinha Ferrari no Treino Livre 3 para o GP da Áustria

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1) S. Vettel – Ferrari – 1min07s098
2) K. Raikkonen – Ferrari – a 0s136
3) L. Hamilton – Mercedes – a 0s210
4) D. Ricciardo – Red Bull – a 0s541
5) M. Verstappen – Red Bull – a 0s663
6) V. Bottas – Williams – a 0s716
7) F. Massa – Williams – a 0s733
8) N. Hulkenberg – Force India – a 1s187
9) J. Button – McLaren – a 1s206
10) F. Alonso – McLaren – a 1s229
11) S. Perez – Force India – a 1s344
12) E. Gutierrez – Haas – a 1s377
13) P. Wehrlein – Manor – a 1s436
14) R. Grosjean – Haas – a 1s452
15) K. Magnussen – Renault – a 1s471
16) D. Kvyat – Toro Rosso – a 1s688
17) J. Palmer – Renault – a 1s841
18) C. Sainz Jr. – Toro Rosso – a 1s910
19) R. Haryanto – Manor – a 2s018
20) M. Ericsson – Sauber – a 2s039
21) F. Nasr – Sauber – a 2s459
22) N. Rosberg – Mercedes – a 3s861



Rosberg sai na frente em Zeltweg

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Não tem erro. Se o serviço de meteorologia marca possibilidade de chuva na região florestal da Europa Central, pode ter certeza de que choverá. No meio do segundo treino livre nesta sexta-feira em Spielberg desabou um temporal sobre o circuito Red Bull Ring, o Zeltweg para nós antigos. E os caras estão prevendo chuva para este sábado e para o domingo, não precisando se será quando os carros estiverem na pista.
Nico Rosberg quebrou o recorde do circuito austríaco pela manhã e manteve a ponta à tarde, porque foi para a pista antes de cair o temporal. Lewis Hamilton aproveitou que o asfalto secou no finalzinho da sessão e colocou a Mercedes 44 na segunda posição, com quase o mesmo tempo do companheiro.
Sebastian Vettel teve troca de câmbio em sua Ferrari e perderá cinco posições no grid de largada da nona etapa do Mundial. Nesta sexta, o tetracampeão foi o quarto mais rápido, atrás do compatriota alemão Nico Hulkenberg, da Force India.
Aliás, neste mês de julho a F-1 só não terá prova no fim de semana do dia 17. A nona corrida do ano é neste domingo, na Áustria, a décima, já no próximo domingo, na Inglaterra, a décima primeira, no dia 24, na Hungria (arghhhh!) e a décima segunda, no dia 31, na Alemanha. E aí, pára, nas férias do verão europeu. Um mês depois, o GP da Bélgica, em Spa.
Julho também é um mês de aniversários no grid: Rosberg completou 31 anos na última segunda-feira, o australiano Daniel Ricciardo está fazendo 27 anos nesta sexta e Vettel fará 29 no domingo, dia da prova na Áustria.
Nesta sexta, Felipe Massa, da Williams, foi apenas o décimo segundo, mas gostou do desempenho do carro na chuva. O brasileiro foi o pole position desta corrida em 2014. Felipe Nasr foi o penúltimo do dia, no entanto, está mais confiante com as possibilidades da Sauber depois que a equipe melhorou sua condição financeira nesta semana, colocando em dia inclusive os salários dos pilotos e dos integrantes da escuderia.
O último treino livre será realizado às 6h (nosso horário) e a classificação começa às 9h, ambos pelo Sportv. A corrida no domingo se inicia às 9h e será mostrada ao vivo pela Rede Globo.



Renovação na Toro Rosso

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A Toro Rosso confirma Carlos Sainz Jr. até o fim da temporada 2017. Com isso, mais uma vaga se fecha para o ano que vem.
– Decidimos exercer o direto de opção de renovação do seu contrato, pelo que ele se mantém comprometido com a Red Bull mais 12 meses. Depois, poderemos colocá-lo onde pretendermos. No próximo ano, ficará na Toro Rosso – afirmou Christian Horner, chefe de equipe da Red Bull.
Isso resulta num atraso de promoção dos jovens pilotos que estão na academia da escuderia, já que rumores levam a possível renovação do Daniil Kvyat, apesar da atual situação do russo.
Em 2018, deverá abrir uma vaga na Red Bull, já que circula no padook a possível saída de Daniel Ricciardo, provavelmente para se unir com seu antigo companheiro de equipe, Sebastian Vettel, na Ferrari. Digo uma vaga, pois a formação austríaca não deverá deixar escapar sua maior estrela, Max verstappen.



Um dos segredos descoberto?

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A alemã Auto Motor und Sport divulgou imagens de um complexo sistema ligado as quatro rodas dos Mercedes antes dos pneus serem instalados nos monopostos em Baku, no Azerbaijão.
De acordo a revista, o dispositivo mantém uma temperatura elevada no eixo e nos freios. Com isso, quando o pneu é colocado, cumpre momentaneamente as exigências de pressão mínima do regulamento, porém depois começa a perder pressão quando o carro circula na pista.
Os especialistas dizem que, na prática, a temperatura se manteria, consequentemente, a pressão dos pneus também, resultando não só menos um décimo de segundo por volta no cronômetro como mais durabilidade dos pneus.
Se isso realmente é verdade? Veremos o desenrolar dessa história.
Mas seria contra o regulamento.



Hamilton no limite

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A Mercedes trocou o motor do carro do Lewis Hamilton. É a quinta unidade que o tricampeão utilizará na temporada, ou seja, o limite conforme prevê o regulamento para cada piloto no ano.
Mais uma troca, o inglês sofrerá punições no grid de largada.
Hamilton está preocupado, claro, mas resignado:
- Faz parte do jogo. Vamos ver se uma nova troca (de motor) ocorra em uma pista de fácil ultrapassagem para que eu possa me recuperar ou até lutar pela vitória.



Que monumento horroroso!

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As origens da Áustria remontam aos tempos do Império Romano. É um país bem desenvolvido situado no meio da Europa Central, com apenas 8,3 milhões de habitantes. O idioma oficial é o alemão. É de onde veio o maior cretino da História, o ditador Adolf Hitler, mas deixemos isso pra lá. Os austríacos não têm culpa de terem gerado esse imbecil.
Prefiro me fixar em dois grandes pilotos austríacos, o Jochen Rindt, primeiro e único campeão pós-morten da F-1, em 1970, com a ajuda do companheiro de Lotus Emerson Fittipaldi, e o Niki Lauda, tricampeão (1975, 1977 e 1984) e um dos maiores de todos os tempos. Uma lenda!
Mas um país capaz de ser o berço da Valsa e de tantas manifestações culturais é também responsável por este hediondo monumento erguido pela Red Bull, dona do circuito de Zeltweg, em homenagem ao touro vermelho da gigante austríaca dos energéticos. É um horror!  Está colocado bem no meio da área do Red Bull Ring.
O que não deixa nós, os gaúchos, sozinhos na invenção de monumentos horrorosos, como o da homenagens à Cuia, erguido às margens do Guaíba, em Porto Alegre. Vergonha! Mas se a Áustria também faz...



Só um deu certo

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Abreviar a extensão de uma pista sempre fez parte da Fórmula-1, em especial no que se refere à segurança. Mas é uma prática que nunca deu certo. Ou melhor, só deu certo uma vez, com Spa-Francorchamps, na Região das Ardenas, na Bélgica, encurtado dos 15 quilômetros originais para 14,2 quilômetros e, finalmente, para os atuais 7 quilômetros. A história registra muitas mortes de pilotos e espectadores no antigo Spa, além de ser uma pista, a antiga, composta quase apenas por retas de estradas. Ou seja, desinteressante. Spa-Francorchamps é a melhor pista do mundo justamente porque foi encurtada, resultando em um traçado que tem de tudo, a fenomenal Eau Rouge e, agora, é ultraseguro e autódromo permanente.
O resto dos encurtamentos de pista, só merda. Na relação a seguir, a gente pode tirar Nürburgring antigo, o Nordschleife, o Inferno Verde, de 22 quilômetros de extensão, que, aliás, existe até hoje. O novo circuito está localizado na parte sul do Nordschleife e não ocupa nenhuma parte do antigo traçado, apenas um trechinho da reta dos boxes.
- Zeltweg, ou Osterreichring, ou A1-Ring, ou Spielberg, ou Red Bull Ring: fantástica pista de 5,9 quilômetros reduzida para 4,3 quilômetros. Embora o traçado atualmente não seja de se desprezar, o antigo era espetacular. Observem nas fotos aí de cima o que era e no que se transformou. Acabaram com o circuito.
- Interlagos: de pista mais seletiva do mundo, com quase 8 quilômetros de extensão, veio este chato traçado atual de 4,3 quilômetros. Até a célebre Curva do Laranja deu lugar ao Laranjinha. Acabaram com o circuito.
- Hockenheim: de um circuito de 6,8 quilômetros que ia e vinha de dentro da Floresta Negra, foi exterminado para uma pistinha de merda de 4,5 quilômetros. Acabaram com o circuito.
Agora, exemplos de duas pistas que não encurtaram, até cresceram (em nome da segurança), e ficaram melhores:
- Monza: sem falar do antiquíssimo e defasado circuito oval, para as condições atuais dos carros, desativado, o Templo da Velocidade teve a implantação de três chicanes em 1972, na prova que deu o primeiro título para o Brasil, com Emerson Fittipaldi. Depois, a curva dupla de Lesmo foi encurtada para a construção de uma área de escape maior. Imaginem a que velocidades chegariam os carros de hoje, sem as três chicanes, ao Curvão (logo depois da largada), à dupla de Lesmo e à Ascari? E mantiveram a sagrada Parabólica.
- Silverstone: construído na área de um antigo aeroporto da Segunda Guerra Mundial, o circuito inglês utilizava basicamente as retas do aeroporto desativado. O traçado era quase um quadrado, com quatro curvas de alta velocidade, impraticáveis para hoje em dia. Do antigo traçado, Silverstone de agora não tem quase nada. Cresceu em tamanho, em segurança e em desafios, inclusive com novos boxes, bem no miolo do traçado.



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