F-1 - Blog da Fórmula-1 de Daniel Dias - Dias ao Volante

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Hamilton: "alguém não quer que eu seja campeão".

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Pela primeira vez na Fórmula-1 moderna alguém falou claramente sobre um problema dentro de sua equipe. Como todos sabem, Lewis Hamilton teve um motor estourado no GP da Malásia de domingo passado quando liderava a prova, enquanto o Nico Rosberg se quebrava para se recuperar de uma batida sofrida pela Ferrari de Sebastian Vettel na largada.
Já disse aqui que considero um absurdo, nos dias de hoje, uma quebra de motor em equipe de ponta. Isso é coisa de um passado muito remoto da F-1.
Disse o Hamilton primeiro, depois da prova:
- Alguma coisa deve estar muito errada. Tem oito carros correndo com motor Mercedes e só o do meu quebra.
Disse o Hamilton, nesta segunda-feira, já no Japão:
- A Mercedes tem de me dar alguma explicação. Acho que tem alguém dentro da equipe que não quer me ver campeão neste ano! O motor que quebrou era novo!
Hamilton não pode dizer quem é este "alguém" dentro da Mercedes que não quer vê-lo campeão. Mas eu posso. E digo os nomes, sobrenomes e nacionalidades, necessariamente nesta ordem:
Primeiro: Toto Wolff, chefe de equipe da Mercedes. O austríaco sempre preferiu, claramente, o Rosberg.
Segundo: Dieter Zetesche. O pavão bigodudo alemão e CEO da Mercedes-Benz é obvio que quer ver um alemão campeão com a alemã Mercedes. O pavão não engoliu os dois títulos de um inglês com a Mercedes.
Terceiro: Niki Lauda. Embora seja uma lenda na F-1, o austríaco não está acima de qualquer suspeita, e prefere o alemão Rosberg. Só por exemplo: na batida de Hamilton e Rosberg na largada do GP da Espanha deste ano, Lauda soltou todos os palavrões que lembrava contra o inglês. Na verdade, a culpa pelo acidente foi de Rosberg, que fechou a passagem e atirou o rival-companheiro na grama.



Mercedes comete crime contra Hamilton

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Do céu ao inferno. Lewis Hamilton dominou tudo no GP da Malásia. Marcou a pole position com enorme facilidade. Eu disse no post da classificação, no sábado, que o tricampeão só não seria o vencedor da décima sexta etapa do Mundial de Fórmula-1 se tivéssemos uma corrida atípica ou se passasse um furacão sobre o circuito de Sepang. As duas coisas aconteceram. O furacão veio em forma de um motor estourado quando Hamilton liderava a corrida e se preparava para arrematar a conquista.
Indesculpável! Não tem o que a Mercedes possa fazer para reparar o tremendo prejuízo para Hamilton. Nos dias de hoje na F-1, um motor de uma equipe de ponta NÃO PODE ESTOURAR DO JEITO COMO ESTOUROU NESTE DOMINGO. NÃO PODE! Ponto! Vamos ao resto!
A corrida atípica começou a ser desenhada na largada, com Sebastian Vettel, da Ferrari, batendo na traseira de Nico Rosberg. Mas a corrida atípica só beneficiaria Hamilton. Seu companheiro caiu para a décima sétima posição na primeira volta. Depois, fez uma prova sensacional de recuperação, subindo para o Top Five da corrida. Mesmo assim, Hamilton recuperaria a liderança no campeonato. No entanto, tudo isso virou lenda, porque a Mercedes roubou o sonho do piloto do carro 44. Roubou! Estraçalhou!
Se Toto Wolff e Niki Lauda, os comandantes da equipe alemã, tivessem vergonha na cara não teriam ido para baixo do pódio após a prova para saudar o terceiro lugar de Rosberg, que coloca o alemão com uma vantagem de 23 pontos na liderança. Ou seja, a grande injustiça cometida contra Hamilton na Malásia praticamente decidiu o campeonato, com apenas cinco provas para o final.
Com o crime cometido contra Hamilton, a Red Bull acabou fazendo dobradinha em Sepang, com o australiano Daniel Ricciardo em primeiro e o holandês Max Verstappen em segundo. Claro que a equipe austríaca não tem nada a ver com a tragédia de Hamilton.
A briga pela vitória entre os pilotos da Red Bull aconteceu enquanto Hamilton ainda estava na liderança. Com uma tática de pit stop diferente, Verstappen chegou em seu companheiro e começou a travar a luta pela segunda posição. Naquele momento, Riccardo foi perfeito, porque resistiu ao ataque do companheiro com extrema competência, pois tinha pneus mais desgastados. Riccardo permaneceu na frente e se habilitou a vencer com a parada do inglês.
Antes, Rosberg forçou uma ultrapassagem sobre o finlandês Kimi Raikkonen no conjunto das curvas 1 e 2 de Sepang. O alemão bateu na Ferrari e entrou sob investigação pela direção de prova.  Rosberg realmente seria punido, em 10 segundos, mesmo assim abriu mais vantagem para cima do finlandês na parte final da corrida, garantindo o terceiro lugar no pódio.
Com o abandono, criminoso, de Hamilton, houve o acionamento do safety car virtual. A equipe Red Bull, para assegurar a dobradinha e colocar seus dois pilotos em mesmas condições de pneus, chamou a dupla para o box no mesmo momento. Com 10 voltas para a bandeirada, Verstappen ainda ensaiou uma aproximação sobre Ricciardo, mas se sossegou com o segundo lugar quando viu que o australiano não permitiria a ultrapassagem.
Parabéns, Red Bull, Daniel Ricciardo e Max Verstappen. Nota zero para a poderosa e incompetente Mercedes.
Felipe Massa largaria em 10 lugar, porém, teve problema com o acelerador antes da volta de apresentação. Largou dos boxes e só passeou na corrida. Com a batida na largada, Vettel ficou por ali mesmo, com a suspensão dianteira esquerda quebrada. Felipe Nasr, da Sauber, abandonou com problemas de freio.

Volta mais rápida - N. Rosberg - Mercedes - 1min36s424



Hamilton brilhante na Malásia

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Lewis Hamilton foi simplesmente brilhante na classificação do GP da Malásia neste sábado, superando o recorde histórico de Michael Schumacher, de 2004, na pista de Sepang, baixando pela primeira vez a casa de 1 minuto e 33 segundos nesse circuito. Nico Rosberg quase perdeu o lugar na primeira fila ao errar sua primeira tentativa no Q3. Na segunda, o líder do campeonato errou de novo na tomada da última curva mas conseguiu superar Max Verstappen e largará ao lado de seu companheiro de Mercedes.
Pelo que se viu desde a sexta-feira, a vitória neste domingo só não será de Hamilton se tivermos uma prova atípica ou passar um furacão por Kuala Lumpur. O tricampeão está sobrando neste fim de semana. O mesmo não se pode dizer da segunda posição para Rosberg. A Red Bull, especialmente, e a Ferrari estão muito bem para o ritmo de corrida. No ano passado, a vitória foi de Sebastian Vettel, com a Ferrari.
Felipe Massa foi para o Q3, enquanto seu companheiro de Williams Valtteri Bottas ficou no Q2. Bem no final da segunda parte do treino oficial, o finlandês cometeu um erro na curva final do traçado. De qualquer forma, Massa já estava mostrando um melhor trabalho no fim de semana em comparação a Bottas.
Fernando Alonso participou apenas do Q1, e sem forçar o ritmo, pois já ia largar mesmo na última posição no grid por conta de uma punição.
Tirando Hamilton, devemos ter uma grande prova neste domingo com Verstappen, Daniel Ricciardo, Kimi Raikkonen e Vettel brigando forte pela segunda posição. A prova está marcada para as 4h (nosso horário), com transmissão ao vivo pela Globo.

1.   Hamilton, Mercedes, 1min32s850
2.   Rosberg, Mercedes, 1min33s264
3.   Verstappen, Red Bull, 1min33s420
4.   Ricciardo, Red Bull, 1min33s467
5.   Vettel, Ferrari, 1min33s584
6.   Raikkonen, Ferrari, 1min33s632
7.   Perez, Force India, 1min34s319
8.   Hulkenberg, Force India, 1min34s489
9.   Button, McLaren, 1min34s518
10. Massa, Williams, 1min34s671
11. Bottas, Williams
12. Grosjean, Haas
13. Gutierrez, Haas
14. Magnussen, Renault
15. Kvyat, Toro Rosso
16. Sainz Jr., Toro Rosso
17. Ericsson, Sauber
18. Nasr, Sauber
19. Palmer, Renault
20. Ocon, Manor
21. Wehrlein, Manor
22. Alonso, McLaren, não forçou porque já tinha uma punição para largar em último



Resultado do terceiro treino livre para o GP da Malásia

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1)     L. Hamilton – Mercedes – 1min34s434
2)     M. Verstappen  - Red Bull – a 0s445
3)     N. Rosberg – Mercedes – a 0s619
4)     K. Raikkonen – Ferrari – a 0s716
5)     S. Vettel – Ferrari – a 0s736
6)     D. Ricciardo – Red Bull – a 1s027
7)     N. Hulkenberg – Force India – a 1s342
8)     V. Bottas – Williams – a 1s468
9)     C. Sainz Jr – Toro Rosso – a 1s788
10)   F. Massa – Williams – a 1s793
11)   S. Perez – Force India – a 1s825
12)   J. Button – McLaren – a 1s929
13)   E. Gutierrez – Haas – a 2s119
14)   J. Palmer – Renault – a 2s170
15)   R. Grosjean – Haas – a 2s253
16)   K. Magnussen – Renault – a 2s307
17)   D. Kvyat – Toro Rosso – a 2s318
18)   M. Ericsson – Sauber – a 2s331
19)   F. Nasr – Sauber – a 2s672
20)   E. Ocon – Manor – a 3s527
21)   P. Wehrlein – Manor – a 3s655
22)   F. Alonso - McLaren – a 6s765



Hamilton e fogo em Sepang

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Os primeiros treinos livres com a pista de Sepang totalmente reasfaltada neste ano mostraram tempos bem mais baixos em comparação aos do ano passado e novos pontos de tangências de curvas, especialmente a última, localizada entre as duas grandes retas do circuito malaio. Aliás, para a água da chuva não ficar sobre a pista, essa curva foi praticamente refeita, ficando com uma inclinação negativa. Ou seja, a parte de fora é mais baixa, com os pilotos tendo necessariamente tomar a curva por fora, não mais por dentro como ocorria desde 1999, ano de estreia do GP da Malásia.
O agora vice-líder da temporada, Lewis Hamilton, da Mercedes, atacou forte na sessão da tarde em Kuala Lumpur, marcando 1min34s944, pouco mais de dois décimos de segundo mais rápido que seu companheiro de equipe Nico Rosberg, o melhor do treino da manhã. As Ferrari, sempre com o tetracampeão Sebastian Vettel è frente de Kimi Raikkonen, ficaram atrás das Mercedes nas duas sessões, à tarde, mais próximas da equipe prateada.
Os pneus utilizados neste ano na Malásia são os de cores amarela, branca e laranja, sendo o mais macio, e rápido, o amarelo. Os mesmos tipos de pneus para pista seca serão usados no GP do Japão, na próxima semana.
As coisas começaram quentes no primeiro dia de treinos livres na Malásia. Literalmente! No comecinho da sessão da manhã, a Renault de Kevin Magnussen pegou fogo no pit lane. Tão logo viu as chamas, o piloto dinamarquês bateu no cinto de segurança e se mandou correndo pela parte da frente do carro.
Incompetente para fazer um carro competitivo neste ano, a equipe francesa se revelou também incompetente para combater as chamas do carro, acompanhada dos olhares preocupados de todas as outras equipes nos boxes. O fogo voltou a ficar vivo por três vezes, apesar de os mecânicos e bombeiros terem gastado muito extintor no combate.
Pior mesmo, só o comentarista do Sportv, analisando o mau desempenho de Jolyon Palmer, com o outro carro da Renault, depois do reinício do treino:
- É difícil a vida de quem dirige um Renault.
Detalhe: a marca francesa é um dos patrocinadores da cobertura do canal por assinatura na Fórmula-1...
Quase 4 segundos separam o primeiro do último colocado na segunda sessão. Para uma pista longa como a de Sepang, essa diferença não é muito grande.



Hamilton responde no segundo treino livre para o GP da Malásia

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1) L. Hamilton – Mercedes – 1min34s944
2) N. Rosberg – Mercedes – a 0s233
3) S. Vettel – Ferrari – a 0s661
4) K. Raikkonen – Ferrari – a 0s898
5) M. Verstappen – Red Bull – a 1s093
6) S. Perez – Force India – a 1s340
7) F. Alonso – McLaren – a 1s352
8) D. Ricciardo – Red Bull – a 1s393
9) N. Hulkenberg – Force India – a 1s446
10) J. Button – McLaren – a 1s771
11) C. Sainz Jr – Toro Rosso – a 1s892
12) J. Palmer – Renault – a 1s996
13) V. Bottas – Williams – a 2s072
14) E. Gutierrez – Haas – a 2s104
15) F. Massa – Williams – a 2s166
16) D. Kvyat – Toro Rosso – a 2s353
17) M. Ericsson – Sauber – a 2s505
18) F. Nasr – Sauber – a 2s603
19) K. Magnussen – Renault – a 2s720
20) R. Grosjean – Haas – a 2s845
21) P. Wehrlein – Manor – a 2s934
22) E. Ocon – Manor – a 3s046



Rosberg lidera o primeiro treino livre para o GP da Malásia

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1) N. Rosberg – Mercedes – 1min34s227
2) L. Hamilton – Mercedes – a 0s494
3) K. Raikkonen – Ferrari – a 1s088
4) S. Vettel – Ferrari – a 1s104
5) F. Alonso – McLaren – a 1s283
6) D. Ricciardo – Red Bull – a 1s526
7) M. Verstappen – Red Bull – a 1s746
8) N. Hulkenberg – Force India – a 2s286
9) S. Perez – Force India – a 2s374
10) J. Button – McLaren – a 2s386
11) D. Kvyat – Toro Rosso – a 2s620
12) V. Bottas – Williams – a 2s634
13) R. Grosjean – Haas – a 2s659
14) E. Gutierrez – Haas – a 2s694
15) C. Sainz Jr – a 2s828
16) F. Nasr – Sauber – a 2s957
17) M. Ericsson – Sauber – a 3s086
18) F. Massa – Williams – a 3s112
19) J. Palmer – Renault – a 3s921
20) E. Ocon – Manor – a 4s809
21) P. Wehrlein – Manor – a 5s400
22) K. Magnussen – Renault – sem tempo



O garoto cheio de dentes

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O australiano Daniel Ricciardo, 27 anos, é um daqueles caras que qualquer categoria do automobilismo precisa. O piloto da Red Bull, com três vitórias na Fórmula-1, todas em 2014 pela equipe austríaca, é um baita de um corredor, carismático, simpático e de bem com a vida. Ótimo para o circo. Não, não estou chamando meu xará de palhaço, digo pro circo da F-1.
Em 2014, o Ricciardo encarou de frente o companheiro Sebastian Vettel e superou o já tetracampeão na pista. Não foi pouca coisa. Agora, encara o cachorro louco Max Verstappen como companheiro. Depois de umas provas brilhantes do holandês na equipe do Touro Vermelho, inclusive com uma vitória neste ano, na Espanha, o australiano recolocou a cabeça no lugar e botou ordem na casa, passando à frente do menino mimado.
Perguntado sobre a rivalidade com o "companheiro projeto de celebridade", Ricciardo se saiu com uma muito boa
- Só tenho medo de cobra e de tubarão nesta vida!
Boa. Eu também tenho medo de cobra. Pro tubarão, não dou sopa pro bichão cheio de dentes (a exemplo do australiano) não entrando muito fundo no mar.



Interlagos deve ir pro Espaço!

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A FIA divulgou nesta quarta-feira o calendário de 2017 da Fórmula-1. Serão, como neste ano, 21 etapas. Serão ou seriam? Acontece que tem três GPs pela Bola 7, entre os quais, o do Brasil, em Interlagos. Os outros são Alemanha, em Hockenheim, e Canadá, em Montreal.
Interlagos e Gilles Villeneuve são por motivos de grana e pelas péssimas acomodações do nosso circuito para as equipes, embora os organizadores da prova paulista afirmem que estão investindo na área dos boxes do Autódromo José Carlos Pace. Renovado há dois anos, o contrato com o GP do Brasil está previsto para até 2020. Mas isso não quer dizer nada. Se o titio Bernie Ecclestone quiser, tira a prova daqui. Inclusive, o GP deste ano em Interlagos quase que não sai.
Hockenheim deveria intercalar com Nürburgring como sede do GP da Alemanha, um ano para cada pista. No entanto, os caras do segundo circuito foram à falência. Existe atualmente apenas os eventos turísticos e algumas provas no velho traçado, o Nordschleife, o Inferno Verde. E os homens de Hockenheim dizem que não desejam promover sua prova em dois anos seguidos.

Calendário 2017
26 de março - Austrália – Albert Park
9 de abril - China - Xangai
16 de abril - Bahrein - Sakhir
30 de abril - Rússia - Sochi
14 de maio - Espanha - Montmeló
28 de maio - Mônaco - Monte Carlo
11 de junho - Canadá -  Gilles Villeneuve (acho que deve ter)
18 de junho - GP da Europa - Baku
2 de julho - Áustria - Red Bull Ring - Zeltweg
9 de julho - Inglaterra - Silverstone
23 de julho - Hungria - Hungaroring
30 de julho - Alemanha -  Hockenheim (não deve ter)
27 de agosto - Bélgica - Spa-Francorchamps
3 de setembro - Itália - Monza
17 de setembro - Malásia - Sepang
1 de outubro - Cingapura - Marina Bay
9 de outubro - Japão - Suzuka
22 de outubro - EUA – Circuito das Américas
5 de novembro - México – Hermanos Rodriguez
12 de novembro - Brasil -  Interlagos (por merecimento, deveria cair fora)
26 de novembro  - Abu Dhabi - Yas Marina



O Rei das Pistas

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O arquiteto alemão Hermann Tilke, piloto nos anos 80, competindo inclusive em provas no antigo Nürburgring, o Nordschleife, Inferno Verde, tinha 44 anos quando projetou seu primeiro circuito para a Fórmula-1. Sepang, na Malásia foi inaugurado em 1999, com a vitória do irlandês Eddie Irvine, naquela prova em que o alemão Michael Schumacher lhe entregou a vitória a mando da equipe vermelha na luta pelo título do irlandês contra o finlandês Mika Hakkinen, da McLaren. Schumi tinha sofrido um grave acidente no GP da Inglaterra naquele ano e só voltaria no fim da temporada para ajudar Irvine.
Pois bem! Sepang, com 5,54 quilômetros de extensão, foi a primeira pista idealizada por Tilke, agora com 61 anos. Com 15 curvas e duas grandes retas em paralelo, separadas pela magnífica arquibancada dupla, sobreposta, a pista financiada pelo governo malaio e sua gigante petrolífera Petronas, atualmente patrocinadora da Mercedes de Lewis Hamilton e Nico Rosberg, é um circuito de verdade, tendo a maior largura (em toda a pista) entre todas as etapas do calendário da F-1.
Não é um circuito totalmente favorável à equipe prateada, apesar das duas grandes retas. Acontece que Sepang tem um miolo com curvas de todos os tipos, que podem muito bem ajudar na melhor aerodinâmica dos carros da Red Bull. No ano passado, a vitória ficou com Sebastian Vettel, com a Ferrari. Mas a decisão veio mais em função de uma tática mal escolhida pela Mercedes.
Tike, criticado por muitos e considerado genial por mim, é o Rei das Pistas. São dele todos os modernos circuitos da F-1. Vamos lá?
- Sakhir, Bahrein (2004)
- Xangai, China (2004)
- Istambul, Turquia (2005)
- Marina Bay, adaptação em um circuito de rua, iluminado artificialmente, Cingapura (2008)
- Valência, adaptação em um circuito de rua (2008)
- Yas Marina, Abu Dhabi (2009)
- Yeongam, Coreia do Sul (2010)
- Buddh, Índia (2011)
- Sochi, Rússia (2011)
- Circuito das Américas, EUA (2012)
- Baku, adaptação de um circuito de rua, Azerbaijão (2016)
O sujeito sabe, embora o nosso Natanael prefira tocar pedra na "Geni". Tá certo, por Cingapura, Valência, Coreia do Sul, Abu Dhabi, Rússia e redesenho de Hockenheim e Hermanos Rodriguez, o cara, o Tilke, deveria ser preso.



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