F-1 - Blog da Fórmula-1 de Daniel Dias - Dias ao Volante

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Rosberg vence em Abu Dhabi

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A Fórmula-1 fechou as cortinas neste domingo em Abu Dhabi com mais uma vitória de Nico Rosberg, seguido pelo companheiro de Mercedes e tricampeão Lewis Hamilton. Kimi Raikkonen, da Ferrari, completou o pódio, à frente do companheiro Sebastian Vettel, que largou em décimo quinto lugar por problemas na primeira parte do treino de classificação.
Felipe Massa, da Williams, segundo colocado no Yas Marina em 2014, fez uma boa prova e terminou em oitavo. O companheiro de Williams, Valtteri Bottas, foi prejudicado na saída do primeiro pit stop quando bateu na McLaren de Jenson Button. O finlandês foi punido e acabou a prova nas últimas posições.
A Mercedes tirou a chance de uma grande disputa nas voltas finais da prova ao não colocar os pneus mais rápidos no carro de Hamilton. Se tivesse feito isso, a vitória seria do tricampeão. Mas a Mercedes queria mesmo que tudo terminasse assim, com mais uma conquista de Rosberg no grande ano de Hamilton. Até o momento que o campeonato valia, nos EUA, Hamilton dominou o companheiro completamente.
Ao contrário do que a transmissão de TV brasileira quis mostrar, as corridas derradeiras da temporada, com vitórias de Nico, não aponta uma tendência para o próximo ano. Nunca é de mais lembrar que em 2016 a Mercedes deverá ter a concorrência parelha da Ferrari. Com isso, a equipe prateada terá de trabalhar mais com seu melhor piloto: Lewis Hamilton.

1) Rosberg, Mercedes
2) Hamilton, Mercedes, a 8s2
3) Raikkonen, Ferrari, a 19s4
4) Vettel, Ferrari, a 43s7
5) Perez, Force India, a 63s9
6) Ricciardo, Red Bull, 65s
7) Hulkenberg, Force India, a 93s6
8) Massa, Williams, a 97s
9) Grosjean, Lotus, a 98s2
10) Kvyat, Red Bull, a 1 volta
14) Nasr, Sauber, a 1 volta



Lewis seria campeão do mesmo jeito

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A FIA fará investigação nos motores utilizados por Lewis Hamilton na sua vitória nos EUA e por Sebastian Vettel na conquista no GP de Cingapura, ambos nesta temporada, após o encerramento do Mundial. Já disse que não acredito que vá dar alguma coisa em matéria de desclassificação dos pilotos nas citadas provas.
Mas, mesmo que venham a perder suas vitórias, o campeonato estaria decidido em favor do inglês de qualquer forma. Se viesse a desclassificação, Nico Rosberg, o segundo daquela corrida no Circuito das Américas, ganharia mais sete pontos. Se Rosberg ganhar a prova deste domingo, em Abu Dhabi, e Hamilton não marcar pontos, o alemão não chegaria à pontuação “corrigida” de Hamilton.



Nico à vontade quando não vale

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Nico Rosberg superou os problemas com seu motor e ficou à frente do companheiro de Mercedes e tricampeão Lewis Hamilton em Abu Dhabi. É a sexta pole seguida do filho do Keke, que parece mesmo dirigir à vontade quando não está sob pressão. Kimi Raikkonen levou a Ferrari à terceira posição no grid, enquanto Sebastian Vettel ficou enredado em trapalhadas próprias e da equipe na primeira parte da classificação. Três vezes vencedor em Yas Marina, no entanto, Vettel fará uma corrida de recuperação mirando o pódio.
Felipe Massa seguiu a rotina de tomar tempo do companheiro Valtteri Bottas e largará em oitavo. O seu xará Nasr parte de décimo quarto.
1. Nico Rosberg ALE Mercedes-Mercedes 1m 40.237s
2. Lewis Hamilton ING Mercedes-Mercedes 1m 40.614s
3. Kimi Raikkonen FIN Ferrari-Ferrari 1m 41.051s
4. Sergio Perez MEX Force India-Mercedes 1m 41.184s
5. Daniel Ricciardo AUS Red Bull-Renault 1m 41.444s
6. Valtteri Bottas FIN Williams-Mercedes 1m 41.656s
7. Nico Hulkenberg ALE Force India-Mercedes 1m 41.686s
8. Felipe Massa BRA Williams-Mercedes 1m 41.759s
9. Daniil Kvyat RUS Red Bull-Renault 1m 41.933s
10. Carlos Sainz Jr ESP Toro Rosso-Renault 1m 42.708s
11. Max Verstappen HOL Toro Rosso-Renault 1m 42.521s
12. Jenson Button ING McLaren-Honda 1m 42.668s
13. Pastor Maldonado VEN Lotus-Mercedes 1m 42.807s
14. Felipe Nasr BRA Sauber-Ferrari 1m 43.614s
15. Romain Grosjean FRA Lotus-Mercedes sem tempo
16. Sebastian Vettel ALE Ferrari-Ferrari 1m 42.941s
17. Fernando Alonso ESP McLaren-Honda 1m 43.187s
18. Marcus Ericsson SUE Sauber-Ferrari 1m 43.838s
19. Will Stevens ING Manor Marussia-Ferrari 1m 46.297s*
20. Roberto Merhi ESP Manor Marussia-Ferrari 1m 47.434s



O melhor do GP do Brasil

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Ron Dennis, o chefão da McLaren, ficou puto com as brincadeiras de Fernando Alonso, em especial, e de Jenson Button no Brasil. Com o carro quebrado no início da classificação, Alonso sentou em uma cadeira de um fiscal e fingiu estar tomando um solzinho em Interlagos. Depois, os dois pilotos subiram ao pódio em festejaram como “vencedores” do GP do Brasil, para delírio do público. Foram as melhores coisas da corrida em Interlagos. Corrida? Foi lamentável o GP do Brasil deste ano.
Essa brabeza do sempre sisudo Ron tem dois lados, aliás, as fanfarrices dos pilotos têm dois lados. Por um lado, eu adorei, como todos, com exceção do velho dirigente. Mas temos de ver que Alonso e Button representam duas gigantes da Fórmula-1, a McLaren de Bruce, de Emerson Fittipaldi, de James Hunt, de Niki Lauda, de Alain Prost, de Ayrton Senna e de Mika Hakkinen, e a Honda, supercampeã ao lado da própria McLaren e da Williams. São instituições que se misturam à própria história da F-1.
Mas, querem saber, que as brincadeiras foram espetaculares, foram. E foram até ingênuas e infantis, com a maior pureza que uma brincadeira de criança pode ser.



Motores dominam em Abu Dhabi

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O assunto motor dominou o primeiro dia de treinos livres do GP de Abu Dhabi, última etapa da temporada. E a coisa envolve os três primeiros colocados do Mundial, Lewis Hamilton, já campeão, Nico Rosberg, já vice, e Sebastian Vettel, já terceiro do ano. A FIA anunciou que investigará os motores usados por Hamilton na vitória no GP dos EUA e o de Vettel na vitória em Cingapura.
A entidade não está propriamente desconfiada de algo fora do regulamento, mas examinará as máquinas após o término do campeonato. Minha opinião: não dará em nada. É como diria um antigo dirigente do Grêmio: “taça no armário, título comemorado e bicho pago”.
Para Rosberg, o mais rápido nesta sexta no circuito Yas Marina, trata-se de algo mais concreto. O alemão utilizará na corrida um motor velho, com mais de 3 mil quilômetros. Como o propulsor do carro de Rosberg teve vazamento de água no Brasil, a equipe se viu obrigada a lançar mão desse motor mais antigo.
Por isso mesmo, o filho do Keke acha que terá de ser mais rápido nas curvas em Abu Dhabi pois não terá velocidade final suficiente para brigar contra Hamilton nas duas grandes retas de Abu Dhabi.
O treino de classificação da última prova do ano tem início às 11h, de Brasília. No Q3, já será noite no Yas Marina, que conta com sistema de iluminação permanente, ao contrário de Cingapura.

1. Nico Rosberg (ALE/Mercedes) 1min41s983
2. Lewis Hamilton (GBR/Mercedes) 1min42s121
3. Sergio Perez (MEX/Force India) 1min42s610
4. Daniel Ricciardo (AUS/Red Bull) 1min42s647
5. Sebastian Vettel (ALE/Ferrari) 1min42s717
6. Daniil Kvyat (RUS/Red Bull) 1min42s798
7. Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari) 1min42s849
8. Nico Hülkenberg (ALE/Force India) 1min42s928
9. Fernando Alonso (ESP/McLaren) 1min42s955
10. Pastor Maldonado (VEN/Lotus) 1min43s431
11. Valtteri Bottas (FIN/Williams) 1min43s441
12. Felipe Massa (BRA/Williams) 1min43s506
13. Max Verstappen (HOL/Toro Rosso) 1min43s662
14. Carlos Sainz (ESP/Toro Rosso) 1min43s854
15. Romain Grosjean (FRA/Lotus) 1min43s929
16. Jenson Button (GBR/McLaren) 1min44s050
17. Felipe Nasr (BRA/Sauber) 1min44s116
18. Marcus Ericsson (SUE/Sauber) 1min45s245
19. Will Stevens (GBR/Manor) 1min46s450
20. Roberto Merhi (ESP/Manor) 1min47s022



O palco de Abu Dhabi

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Disputado desde 2009, o GP de Abu Dhabi é um dos mais jovens do Mundial de Fórmula-1, e tem apenas três vencedores – Sebastian Vettel três vitórias, com Red Bull, Lewis Hamilton duas, com McLaren e Mercedes e Kimi Raikkonen uma, com Lotus -, todos, portanto, em atividade e confirmados para o ano que vem.
Também desenhado e projetado pelo arquiteto alemão Hermann Tilke, o mesmo de Sepang (Malásia), Sakhir (Bahrein), Xangai (China), Buddh (Índia), Sochi (Rússia), Istambul (Turquia), Circuito das Américas (EUA), Marina Bay (Cingapura) e Yeongam (Coreia do Sul), o Yas Marina, de Abu Dhabi, é daqueles circuitos tipo serpentina, com o traçado feito em uma área relativamente pequena, como era o antigo Interlagos. É difícil de acreditar que aquele traçado do circuito paulista tinha quase 8 quilômetros de extensão praticamente na mesma área do atual, e mutilado, desenho de pouco mais de 4 quilômetros.
No entanto, embora serpenteado, o Yas Marina tem trechos de altíssima velocidade, mais precisamente dois, em sequência, cortados por um S de baixa. O circuito de Abu Dhabi é extremamente técnico, o que sempre privilegia os melhores pilotos. É o palco ideal para a última corrida do ano, com todos mais relaxados e sedentos apenas por uma prova bem aberta.
De quebra, o charme de a corrida ser disputada metade de dia metade à noite.



Os limites da Fórmula-1

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A lenda atravessou os anos 70 e 80 e ainda protagoniza na Fórmula-1 de agora. O austríaco Niki Lauda, um dos tricampeões da principal categoria do automobilismo, é um dos dirigentes da bicampeã Mercedes. Quem conhece a cabeça dessa lenda sabe que ele não brinca e é extremamente ético e limpo nas pistas. O filme Rush já mostrou isso, nos anos de rivalidade com James Hunt.
Lauda era uma máquina de vencer na pista, mas elevava sempre a lisura ao máximo na competição. E vem do tricampeão o panorama mais aproximado do que será a próxima temporada:
- A Ferrari já chegou ao nosso nível em matéria de motor. Não temos mais nada de onde tirar em termos de desempenho dentro do regulamento.
Não esperava outra coisa vinda do Lauda.
As equipes e os projetistas sempre vão ao limite do regulamento técnico. A história da F-1 registra, desde sempre, algumas que ultrapassaram esse limite. O caso mais notório é a Benetton B194, considerado o carro mais fora do regulamento da história da F-1. Ali nascia a parceria Michael Schumacher com o engenheiro Ross Brawn.
O piloto italiano Jarno Trulli afirmava que as Ferrari de alguns títulos de Schumacher, reeditando novamente a parceria com Brawn, corriam fora do regulamento. Trulli nunca conseguiu provar suas desconfianças, mas acabou ficando maldito em Maranello e nunca teve uma chance na equipe vermelha, embora sendo o melhor piloto italiano da época.
A mais recente desconfiança viria de novo envolvendo Brawn e sua equipe vitoriosa em 2009 com Jenson Button. De fato, o carro utilizava um difusor traseiro fora das especificações técnicas da FIA, que fez vistas grossas. A equipe dominou a primeira parte da temporada e garantiu o título. Quando os outros times adotaram a peça usada pela Brawn, o campeonato já estava praticamente definido.
Com Lauda, e tomara que o austríaco continue na Mercedes no próximo ano, a disputa justa estará garantida. Pelo menos pelo lado da Mercedes.



Quem vence em Abu Dhabi?

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Chegamos à decisão do nosso Bolão. Com o título de pilotos para Lewis Hamilton, o de equipes, para a Mercedes e o vice, para Nico Rosberg, vamos à prova no circuito de Yas Marina com todos os pilotos mais relaxados.
Lembrem-se, com o regulamento dos carros inalterado para 2016, as equipes já praticamente deram início à próxima temporada, testando novos equipamentos nas provas finais do campeonato, em especial, nos treinos de sexta-feira.
As apostas devem ser colocadas nos comentários deste post ou para meu e-mail (danieldias10259@gmail.com) até cinco minutos antes do treino de classificação.
Regulamento e itens para Abu Dhabi:
Pole position: 5 pontos
Segundo do grid: 2 pontos
Terceiro do grid: 2 pontos
Vencedor da corrida: 25 pontos
Segundo, terceiro, quarto e quinto da corrida: 5 pontos para cada um
Equipe com mais pontos na prova: 5 pontos
Volta mais rápida da prova: 5 pontos
Piloto com mais voltas na liderança da prova: 5 pontos
Último colocado da prova (classificação oficial da FIA): 15 pontos
Quantos "segundos pilotos" das cinco grandes (e de grande a McLaren tá só no nome) chegarão na frente de seu "primeiro piloto" - Red Bull (Daniil Kvyat), Mercedes (Nico Rosberg), Ferrari (Kimi Raikkonen), Williams (Valtteri Bottas) e McLaren (Jenson Button): 5 pontos
Meu desafio: o Sebastian Vettel conquistou seu primeiro campeonato justamente em Abu Dhabi, em 2010. Quero saber em qual posição o piá alemão termina na corrida de domingo? Vale 5 pontos.
Desafio do Gabriel: quer saber se os dois pilotos da Mercedes brigarão abertamente na pista nesta prova, não precisa ser necessariamente pela vitória. É bom saber que nas duas últimas corridas, no México e no Brasil, os dois não brigaram? Sim ou não. Vale 5 pontos
Gabaritar os cinco primeiros: mais 15 pontos
Acertar os cinco primeiros fora de ordem: 5 pontos
Para acompanhar tudo ao vivo no Yas Marina:
Sexta-feira: 7h: primeiro treino livre, 11h, segundo treino livre, ambos pelo Sportv.
Sábado: 8h: terceiro treino livre, pelo Sportv, 11h, treino de classificação, pelo Sportv e pela Globo.
Domingo: 11h: corrida, pela Globo.



GP do Brasil ameaçado

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Com uma dívida de mais de R$ 100 milhões, o GP do Brasil pode ficar fora do próximo ano da Fórmula-1, embora esteja presente no calendário provisório divulgado pela FIA. Sem ajuda de verba federal, a corrida de Interlagos não fecha a conta despesa/entrada de caixa desde o ano passado. Está no vermelho, portanto. O mesmo já aconteceu com a prova promovida em Nürburgring, que até esta temporada se revezava com Hockenheim como sede do GP da Alemanha. Bernie Ecclestone não perdoou, e a corrida de Nürburgring foi alijada do calendário.
Ao contrário, todas as provas realizadas nos novos circuitos – Malásia, China, Bahrein, Cingapura, Abu Dhabi e Rússia – são financiadas pelo governo local ou por bilionários xeques do petróleo ou ainda pela vaidade astronômica de Putin, caso da Rússia. Até o GP dos EUA, no novíssimo Circuito das Américas, está ameaçado. Já para 2016, a verba vinda do governo texano foi cortada pela metade. Os organizadores norte-americanos confirmaram que, se a conta não fechar, poderão deixar de promover a etapa, embora isso vá na contramão da recente história com a entrada da equipe ianque Haas no próximo ano.
Spa-Francorchamps, Silverstone, Montreal, Melbourne e Espanha tiveram de se renovar para poderem ficar no calendário. Monza sofreu risco de ser retirada, mas a pressão de todo o mundo automobilístico, em especial da italiana Ferrari, garantiu a sobrevivência do Templo da Velocidade. Com tradição e sem problema de caixa, Monte Carlo é eterno. A paixão mostrada pelo povo mexicano também sustentará a corrida no México. Zeltweg, na Áustria, é de propriedade da Red Bull e voltou ao calendário recentemente.
Resta o Brasil e Interlagos. Alguém pagará a conta?



A eterna guerra de Mercedes x Ferrari

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Neste momento em que se fala tanto que a Fórmula-1 está em declínio, falta memória, ou história, para as pessoas, digamos, simpatizantes por esta ideia simplista de decadência da principal categoria do automobilismo. É muito fácil apontar a Mercedes e seu amplo domínio nas últimas duas temporadas como a grande culpada. A F-1 sempre viveu ciclos de domínio de uma equipe, intercalados por grandes disputas entre duas ou mais escuderias pelo título.
Ou é melhor esquecer que a Williams era um carro de outro planeta em 1986 e 1987 e em 1992 e 1993, que a McLaren corria sozinha em 1988 e 1989 e em 1998 e 1999, que a Ferrari era uma F-1 à parte de 2000 a 2004 nas mãos de Michael Schumacher e que a Red Bull não fazia parte do resto da turma de 2011 a 2013?
Antes que um novo regulamento dos carros venha, em 2017, colocando de novo a bola no meio de campo, devem essas pessoas apressadas que proclamam o declínio da F-1 torcerem pela virada da Ferrari no próximo ano. Para Maurizio Arrivabene, o atual todo poderoso da Ferrari, sua equipe não só chegará na Mercedes em 2016 como passará as Flechas de Prata. Todos torcemos, na verdade, para que a Ferrari apenas chegue ao mesmo nível da Mercedes e que Sebastian Vettel possa brigar de igual para igual contra o Lewis Hamilton.
Esta história entre italianos e alemães teve início muito antes do advento do Mundial de Fórmula-1, em 1950. Buscando sempre seu sonho, o então jovem Enzo Ferrari convenceu a Alfa Romeo a ter uma divisão esportiva. Nascia ali a futura lendária Ferrari, para combater diretamente quem? A Mercedes-Benz e toda a tecnologia de pista dos alemães.
Para conduzir seus carros, Enzo chamou o maior piloto da época, o italiano Tazio Nuvolari, para quem viu, “o maior piloto de todos os tempos”. Tazio é tão lendário que muita gente crê ter se tratado de alguém sobrenatural, algo parecido com o que aconteceu com o goleiro Eurico Lara no início do século passado no Grêmio.
Lara tornou-se hino no Tricolor, Tazio, sinônimo de piloto, quando bateu o barão Von Brauschitch ao volante da Mercedes e conquistou o campeonato para os italianos.
Não creio que a F-1 esteja em baixa, muito pelo contrário. Ela apenas vive de ciclos. Mas para quem acha isso, é bom que Arrivabene reviva Enzo Ferrari e Vettel reencarne Tazio Nuvolari.  E que alemães e italianos voltem a brigar a tapa na F-1.



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