F-1 - Blog da Fórmula-1 de Daniel Dias - Dias ao Volante

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Só um deu certo

Dias ao Volante
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Abreviar a extensão de uma pista sempre fez parte da Fórmula-1, em especial no que se refere à segurança. Mas é uma prática que nunca deu certo. Ou melhor, só deu certo uma vez, com Spa-Francorchamps, na Região das Ardenas, na Bélgica, encurtado dos 15 quilômetros originais para 14,2 quilômetros e, finalmente, para os atuais 7 quilômetros. A história registra muitas mortes de pilotos e espectadores no antigo Spa, além de ser uma pista, a antiga, composta quase apenas por retas de estradas. Ou seja, desinteressante. Spa-Francorchamps é a melhor pista do mundo justamente porque foi encurtada, resultando em um traçado que tem de tudo, a fenomenal Eau Rouge e, agora, é ultraseguro e autódromo permanente.
O resto dos encurtamentos de pista, só merda. Na relação a seguir, a gente pode tirar Nürburgring antigo, o Nordschleife, o Inferno Verde, de 22 quilômetros de extensão, que, aliás, existe até hoje. O novo circuito está localizado na parte sul do Nordschleife e não ocupa nenhuma parte do antigo traçado, apenas um trechinho da reta dos boxes.
- Zeltweg, ou Osterreichring, ou A1-Ring, ou Spielberg, ou Red Bull Ring: fantástica pista de 5,9 quilômetros reduzida para 4,3 quilômetros. Embora o traçado atualmente não seja de se desprezar, o antigo era espetacular. Observem nas fotos aí de cima o que era e no que se transformou. Acabaram com o circuito.
- Interlagos: de pista mais seletiva do mundo, com quase 8 quilômetros de extensão, veio este chato traçado atual de 4,3 quilômetros. Até a célebre Curva do Laranja deu lugar ao Laranjinha. Acabaram com o circuito.
- Hockenheim: de um circuito de 6,8 quilômetros que ia e vinha de dentro da Floresta Negra, foi exterminado para uma pistinha de merda de 4,5 quilômetros. Acabaram com o circuito.
Agora, exemplos de duas pistas que não encurtaram, até cresceram (em nome da segurança), e ficaram melhores:
- Monza: sem falar do antiquíssimo e defasado circuito oval, para as condições atuais dos carros, desativado, o Templo da Velocidade teve a implantação de três chicanes em 1972, na prova que deu o primeiro título para o Brasil, com Emerson Fittipaldi. Depois, a curva dupla de Lesmo foi encurtada para a construção de uma área de escape maior. Imaginem a que velocidades chegariam os carros de hoje, sem as três chicanes, ao Curvão (logo depois da largada), à dupla de Lesmo e à Ascari? E mantiveram a sagrada Parabólica.
- Silverstone: construído na área de um antigo aeroporto da Segunda Guerra Mundial, o circuito inglês utilizava basicamente as retas do aeroporto desativado. O traçado era quase um quadrado, com quatro curvas de alta velocidade, impraticáveis para hoje em dia. Do antigo traçado, Silverstone de agora não tem quase nada. Cresceu em tamanho, em segurança e em desafios, inclusive com novos boxes, bem no miolo do traçado.



Quem vence na Áustria?

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Não adianta, sou das tradições para a maioria das coisas. Este raio de circuito, atualmente, da Red Bull, já foi Zeltweg, Osterreichring, A1-Ring, Spielberg, agora, Red Bull Ring, mas desde a vitória do Emerson Fittipaldi em 1972, uma das mais belas que vi do Rato, pra mim, é Zeltweg. E ponto. Vamos em frente!
De qualquer jeito, a pista, bem mais curta depois da reforma feita nos anos 90, ainda é bem interessante, com boas retas e freadas fortes. Mais que motor, o importante em Zeltweg é tração. E a melhor tração neste ano é a da Ferrari.
As apostas devem ser colocadas nos comentários deste post (clicando em "Ler tudo" no fim do post) ou serem enviadas para o meu e-mail (danieldias10259@gmail.com) ou (diasaovolante@diasaovolante.com) até cinco minutos antes do início do treino de classificação no sábado. Boa sorte!

Regulamento e itens para Zeltweg:
Pole: sobrenome do piloto - 5 pontos
Segundo do grid: sobrenome do piloto - 2 pontos
Vencedor: sobrenome do piloto - 25 pontos
Equipe com mais pontos na etapa: nome da equipe - 5 pontos
Melhor equipe, fora de Mercedes e Ferrari, classificada no final da prova. Pode até essa equipe ser a vencedora da etapa. Vale só o piloto mais bem classificado dessa equipe na prova: vale 5 pontos
Segundo colocado da prova: sobrenome do piloto - 20 pontos
Terceiro colocado da prova: sobrenome do piloto - 15 pontos
Quarto colocado da prova: sobrenome do piloto - 10 pontos
Quinto colocado da prova: sobrenome do piloto - 5 pontos
Piloto com mais voltas na liderança: sobrenome do piloto - 5 pontos
Volta mais rápida da prova: sobrenome do piloto - 5 pontos
Último colocado da prova (segundo a cronometragem oficial da FIA): sobrenome do piloto - 15 pontos
Gabaritar os cinco primeiros na ordem certa de classificação da prova - 15 pontos
Acertar os cinco primeiros no final da prova sem a ordem exata - 5 pontos

Para acompanhar ao vivo todos os lances do GP da Áustria:
Sexta-feira: 5h, primeiro treino livre, 9h, segundo treino livre, ambos pelo Sportv
Sábado: 6h, terceiro treino livre, 9h, classificação, ambos pelo Sportv. A Globo transmite apenas o Q3.
Domingo: 9h, corrida, pela Globo.



Tom de despedida?

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Fernando Alonso, da McLaren, concedeu entrevista ao jornal francês L'Équipe, no qual admite estar realizando um sonho de criança na McLaren-Honda. Mas indicou não ter mais tanto fôlego assim para os compromissos de um piloto de Fórmula-1.
– Quando chegar a hora, vou sair da Fórmula-1, eu sei. Quando se deixa de ser rápido, quando já não se gosta, quando não se consegue mais lidar com todos os compromissos, é hora de parar. Quando olho para pilotos como Raikkonen, Button ou Massa, sinto que eles podiam continuar a pilotar o resto da vida, mas não sou como eles. Sinto que estou chegando ao fim do meu sonho. Quando era pequeno, o meu pai construiu um kart com a carenagem inspirada no McLaren-Honda. E hoje em dia eu piloto uma McLaren-Honda. Sinto que, de uma forma romântica, estou completando um ciclo – disse Alonso.
Atualmente, o espanhol, de 34 anos, tem 261 GPs, 22 poles-positions, 32 vitórias, 97 pódios, 21 voltas mais rápidas e dois Mundiais de Pilotos. Nesses 15 anos de F-1, passou por quatro equipes: Minardi (2001), Renault (2003 a 2006 e retornando em 2008 a 2009), McLaren (2007, retornando em 2015 até o presente) e Ferrari (2010 a 2014). O contrato com a escuderia inglesa se encerra no fim de 2017.
O bicampeão das Astúrias revela que pretende ter uma vida mais tranquila, embora sem abandonar as pistas.
– Primeiro quero aproveitar o que é ter uma vida normal. Mas tenho certeza de que depois vou sentir saudades de competir e de sentir a adrenalina. Le Mans seria perfeito, já que não preciso ficar longe de casa todo o ano – concluiu.



Renovação na Mercedes

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Nico Rosberg e Mercedes chegaram a um acordo e prolongaram o contrato até o fim 2018. O acerto entre o atual líder do campeonato da F-1 e a equipe bicampeã acabou agradando a ambos – Nico queria três anos de contrato e Toto Wolff, o diretor da escuderia alemã, um.
Segundo informações, o salário do piloto alemão deverá passar de 18 milhões de euros para 25 milhões de euros por temporada – Lewis Hamilton, seu companheiro de equipe, recebe 34 milhões de euros por ano. O contrato do tricampeão também se encerra em 2018.



Rosberg é medíocre

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Segundo os catedráticos da língua portuguesa, MEDÍOCRE é um adjetivo de dois gêneros, que qualifica aquele ou aquilo que está na média (de qualidade mediana) entre dois termos de comparação, que não é bom nem mau, que não é pequeno nem grande. MEDÍOCRE é usado também para fazer referência a quem tem pouco merecimento, que é ordinário, insignificante.
Pois bem, Nico Rosberg é medíocre nos dois gêneros, em especial, no primeiro. O alemãozinho com cara do Leonardo DiCaprio pode ser campeão com uma Mercedes muito melhor do que os outros carros e tendo um fora de série como adversário dentro da equipe? Pode. Até o mosca morta Damon Hill conseguiu isso nas mesmas condições.
Mas Rosberg, o Nico, jamais será mais do que medíocre. É um piloto que está na média, nota sete no grid atual. Nunca fará sombra para Lewis Hamilton, Sebastian Vettel e Fernando Alonso.
Só não me venham com esta história de que o Hamilton, depois dos erros cometidos no Azerbaijão, com nova vitória do Nico, tenha dito que "talvez este seja um ano do Rosberg".
Lewis Hamilton jamais falaria tal coisa faltando dois terços da temporada por serem disputados. Ele não falaria nem faltando uma prova.



Lewis, deixa os invejosos pra lá...

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A patrulha de plantão contra o tricampeão Lewis Hamilton está cada vez mais operante e a postos. Depois de duas vitórias seguidas – Mônaco e Canadá – e ter voltado ao campeonato, o piloto inglês "deu mole" para seus vigilantes invejosos no Azerbaijão, prova do último domingo, vencida pelo companheiro de Mercedes Nico Rosberg.
De bem com a vida nos dias anteriores à corrida, Hamilton foi visto no paddock do circuito passeando com sua cadela de estimação Coco. Depois, com a enxurrada de reclamações dos colegas corredores quanto à segurança da pista, o inglês disse "vamos parar com isso, estão fazendo uma tempestade em um copo d'água. Estamos aqui para correr".
Foi demais para os patrulheiros.
Após dominar seu companheiro em todos os treinos para o GP da Europa, Hamilton bateu a roda dianteira direta no muro do Castelinho e perdeu a pole para Rosberg. Foi o que bastou. Todos, aqueles, caíram de pau sobre o tricampeão. O principal argumento dos caras: "na primeira parcial da volta de Hamilton, a cronometragem (que todos os pilotos têm acesso dentro do carro) marcava 3 décimos de segundo de vantagem sobre o alemão. Mas ele não ficou satisfeito, continuou forçando para humilhar o companheiro Rosberg, e bateu".
Na guerra contra um rival, toda a vez que um lutador puder, deve procurar humilhar seu concorrente. Certa vez, naquela batida de Ayrton Senna no muro de Monte Carlo, em 1988, quando estava com um minuto de vantagem sobre o rival Alain Prost, o francês comentou depois da prova:
- Ele (Senna) não queria só me vencer, queria me humilhar.
Deixa eles, Lewis!



O Bolão depois de Baku

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Não sei vocês, mas eu quero ficar pelo menos até o ano que vem sem falar deste raio de Baku. Esta pôrra de circuito arretou, arretou e teve uma prova pífia, chata, um nojo. Muito por conta de que todo mundo largou cagado.
Todo mundo sabe que detesto acidentes, principalmente em competições, mas correr como guri cagado, ninguém merece!
O fato é que meu Xará Cardoso foi o grande vencedor de B... da capital do Azerbaijão, ao lado do Nico Rosberg. O Gabriel foi mal como o Felipe Massa em B... na prova deste domingo, mas lidera a nossa brincadeira de cola erguida.
Com todos de cuecas trocadas, a próxima prova é daqui a duas semanas, com o GP da Áustria, em Zeltweg. Eu sei que o circuito não se chama mais Zeltweg, mas gosto de tradição.

Parâmetros utilizados para o GP da Europa:
Pole: sobrenome do piloto - ROSBERG
Segundo do grid: sobrenome do piloto - RICCIARDO
Vencedor: sobrenome do piloto - ROSBERG
Equipe com mais pontos na etapa: nome da equipe - MERCEDES
Melhor equipe, fora de Mercedes e Ferrari, classificada no final da prova. Pode até essa equipe ser a vencedora da etapa. Vale só o piloto mais bem classificado dessa equipe na prova: FORCE INDIA
Segundo colocado da prova: sobrenome do piloto - VETTEL
Terceiro colocado da prova: sobrenome do piloto - PEREZ
Quarto colocado da prova: sobrenome do piloto - RAIKKONEN
Quinto colocado da prova: sobrenome do piloto - HAMILTON
Piloto com mais voltas na liderança: sobrenome do piloto - ROSBERG
Volta mais rápida da prova: sobrenome do piloto - ROSBERG
Último colocado da prova (segundo a cronometragem oficial da FIA): sobrenome do piloto - KVYAT

Baku:
1) Daniel Cardoso - 25 pontos
2) Marcelo Vieira - 20 pontos
3) Marcelo Farias Pereira - 15 pontos
4) Luis Mauro Gonçalves Rosa - 10 pontos
4) Matteus Saldanha - 10 pontos
4) André Borges - 10 pontos
4) Natanael Felipe Rhoden - 10 pontos
4) Luiz Carlos Herrera - 10 pontos
9) Maurício Dias - 7 pontos
10) Gabriel Dias - 5 pontos
10) Daniel Dias - 5 pontos
10) Romário Braga - 5 pontos
10) Mauro - 5 pontos
10) Francisco Cavalin - 5 pontos
10) Mário Gayer do Amaral (Professor) - 5 pontos
10) Eduardo Saraiva - 5 pontos
10) Pedro Henrique - 5 pontos
18) Ítalo Duarte - 0 ponto
18) Juliano Schuler - 0 ponto
18) Ernani Leonel Muzeel - 0 ponto

Total:
1) Gabriel Dias - 289 pontos
2) Luis Mauro Gonçalves Rosa - 267 pontos
3) Luiz Carlos Herrera - 255 pontos
4) Mauro - 254 pontos
5) Francisco Cavalin - 239 pontos
6) Natanael Felipe Rhoden - 234 pontos
6) Daniel Cardoso - 234 pontos
8) Marcelo Farias Pereira - 218 pontos
9) Maurício Dias - 210 pontos
10) Daniel Dias - 201 pontos
11) Matteus Saldanha - 193 pontos
12) Marcelo Vieira - 172 pontos
13) Mário Gayer do Amaral (Professor) - 156pontos
14) André Borges - 149 pontos
15) Romário Braga - 147 pontos
16) Juliano Schuler - 92 pontos
17) Eduardo Saraiva - 87 pontos
18) Pedro Henrique - 77 pontos
19) Ítalo Duarte - 27 pontos
20) Ernani Leonel Muzeel - 0 ponto



Le Mans tem final de cinema

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As 24 Horas de Le Mans deste ano, terminada na manhã deste domingo para nós brasileiros, teve um desfecho de cinema, com o Toyota número 5 quebrando a cinco minutos, de 24 intermináveis horas, do final. Com isso, a Porsche, maior vencedora da competição mais dura do mundo, que ao lado do GP de Mônaco e das 500 Milhas de Indianápolis compõe a Tríplice Coroa do Automobilismo, conquistou a vitória na edição 2016, na categoria LMP1, a principal, e no geral, naturalmente.
O trio composto pelo alemão Neel Jani, pelo francês Romain Dumas e pelo suíço Marc Leib, a bordo do Porsche 919 Hybrid de número 2, que tinha feito uma parada de box extra duas voltas antes, foi o grande vencedor das 24 Horas deste ano, com 384 voltas completadas na pista de 13,665 quilômetros de extensão de Sarthe.
O francês Stephane Sarrazin, o inglês Mike Conway e o japonês Kamui Kobayashi, com o Toyota TS50 Hybrid, foram o segundos colocados, com 381 voltas, seguidos pelo francês Loic Duvas, pelo brasileiro Lucas di Grassi e pelo inglês Oliver Jarvis, do Audi R18 e-tron, com 372 voltas. Os três primeiros da LMP1.
Na LMP2, também de protótipos, os vencedores foram o francês Nicolas Lapierre, o norte-americano Gustavo Menezes e o monegasco Stephane Richelmi, com Alpine A460 e 357 voltas. Eles foram o quinto na geral.
Na LMGTE Pro, o primeiro lugar foi do trio formado pelo norte-americano Joey Hand, pelo alemão Dirk Müller e pelo francês Sebastien Bourdais, do Ford GT com 340 voltas, 18 na geral. Foi o retorno do ícone americano à famosa prova. Com nome de GT40, o carro fez história nos anos 60.
Na LMGTE Am, a vitória ficou com os norte-americanos Bill Sweedler, Townsend Bell e Jeff Segal, com a Ferrari 458 Italia GT2, completando 331 voltas e chegando na 26 posição na geral.



O Cleber Machado "salvou" Baku

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De prova colocada sob alto risco, pelos trechos muito estreitos da pista de Baku, acabamos tendo uma das corridas mais chatas dos últimos tempos, com o alemão Nico Rosberg, da Mercedes, quase morrendo de sono em primeiro lugar desde a largada e sem enfrentar nenhum problema até chegar a sua quinta vitória no ano e a reconquista da tranquilidade na liderança do campeonato.
De prova em que o safety car bateria todos os recordes de entrada na pista, o carro pilotado pelo alemão Bernd Maylander não entrou nenhuma vez.
Lewis Hamilton largou da décima posição, após ter batido no treino de classificação, e não pôde ganhar muitas colocações porque enfrentou problemas de gerenciamento do motor de sua Mercedes. O tricampeão teve de se contentar com o quinto lugar no final.
Com todo mundo cagado depois da série de batidas na prova da GP2 no sábado, todos da F-1 largaram com cautela e todos passaram limpos pelo trecho sinuoso do Castelinho, onde o Hamilton bateu na classificação.
As Red Bull de Daniel Riccardo e Max Verstappen tiveram problemas com os pneus logo no comecinho e ficaram para trás. Sebastian Vettel com isso levou com toda a calma a Ferrari para as primeiras posições, completando no segundo lugar do pódio a exemplo do que tinha feito na semana passada, no Canadá.
Sergio Perez, da Force India, foi o grande destaque, além do Rosberg, claro, do fim de semana da oitava etapa, de 21, da temporada. O mexicano fez uma prova de recuperação, depois de ter perdido cinco posições no grid de largada por ter trocado o câmbio antes do treino de classificação. Foi recompensado com o terceiro lugar.
Ou seja, todos muito felizes no pódio: Rosberg, por ter se reencontrado com a confiança perdida após duas vitórias seguidas de Hamilton, Vettel, porque sabia que a Ferrari não poderia tentar algo melhor contra o motorzão das Mercedes em Baku e Perez, por um amadurecimento e uma prova consistente.
Felipe Massa, da Williams, largou da quinta posição e fez uma prova com freio de mão puxado. A colocação no grid foi totalmente enganosa, já que o brasileiro passou todo o fim de semana reclamando dos pneus, numa ladainha chata pra c... burro. O seu xará Nasr andou muito bem desde a classificação a bordo do carroção da Sauber e foi um dos destaques, guardadas as proporções, e limitações de equipamento.
Em uma corrida tão chata, deu tempo de ficar observando outras coisas extra-corrida, como o Raikkonen discutindo com a equipe sobre uma possível ajuda do box para consertar um problema na sua Ferrari. Ouvindo que a equipe não poderia auxiliar, por força do regulamento, o finlandês não teve dúvidas e disse:
- Vá lá, você pode ajudar sim – como se fosse uma criança pedindo ajuda por baixo dos panos.
Mas o melhor/pior foi o narrador-perdidão-fala pelos cotovelos-chato-e sem noção Cleber Machado. O cara é o melhor narrador de futebol da Globo, no entanto, F-1 ele não sabe exatamente do que se trata. Ele tem uma vaga ideia de que se trata de uma corrida de automóvel muito famosa no mundo. Ouvindo o Cleber, me fez lembrar da participação calamitosa da Glória Pires na cobertura da entrega do Oscar deste ano.
O simpático Cleber Machado conseguiu errar todos os nomes dos pilotos de uma mesma equipe. Se aparecia na tela o Verstappen da Red Bull, podia apostar de que quem estava no ar era o Riccardo. E assim com todas as equipes.
Apenas algumas pérolas do carinha da Globo:
- O piloto passou na reta a 300 e tantos por hora. (Numa F-1 tão precisa em matéria de números, "e tantos" significa rigorosamente nada).
- Os centímetros não correspondem aos mesmos metros. (neste momento, pensei em telefonar pro meu psicólogo, porque não sei exatamente o que o Cleber quis dizer com esta asneira).
- Foi uma ultrapassagem bacana. (Bacana, ninguém merece).
- Os pilotos devem cuidar quando chegam na parte dos muros. (Toda, absolutamente TODA a pista de Baku é cercada de muros).
- Monza ainda é a pista mais rápida da F-1? (Preparação antes de narrar a corrida zero).
E por aí vai, se lembrarem de outras, contem aqui, confesso que em algumas vezes dei uma saída para fumar, de tão insuportável estava a prova, e o narrador.
A próxima parada é daqui a duas semanas, na Áustria, o circuito da Red Bull. Teremos a volta de uma corrida mais "normal". O retão de 2 quilômetros de Baku deu muita vantagem para o motorzão alemão.



Resultado GP da Europa

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Volte em breve para acompanhar o resumo da prova.

1) N. Rosberg – Mercedes – 1h32min52s366
2) S. Vettel – Ferrari – a 16s696
3) S. Perez – Force India – a 25s241

4) K. Raikkonen – Ferrari – a 33s102
5) L. Hamilton – Mercedes – 56s335
6) V. Bottas – Williams – a 1min886
7) D. Ricciardo – Red Bull – a 1min09s229
8) M. Verstappen – Red Bull – a 1min10s696
9) N. Hulkenberg – Force India – a 1min17s708
10) F. Massa – Williams – a 1min25s375

11) J. Button – McLaren – a 1min44s817
12) F. Nasr – Sauber – a uma volta
13) R. Grosjean – Haas  – a uma volta
14) K. Magnussen – Renault  – a uma volta
15) J. Palmer – Renault  – a uma volta
16) E. Gutierrez – Haas  – a uma volta
17) M. Ericsson – Sauber  – a uma volta
18) R. Haryanto – Manor – a duas voltas

19) F. Alonso – McLaren – não completou
20) P. Wehrein – Manor – não completou
21) C. Sainz Jr. – Toro Rosso – não completou
22) D. Kvyat – Toro Rosso – não completou

Volta rápida – N. Rosberg – Mercedes – 1min46s485



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