F-1 - Blog da Fórmula-1 de Daniel Dias - Dias ao Volante

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Uma cara embaixo do capacete

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Um piloto de automobilismo é conhecido muitas vezes apenas pelas cores de seu capacete. Mas quando embaixo dessa indumentária tem também uma bela história, vira humano.
O canadense James Hinchcliffe, 29 anos, conquistou no domingo passado a primeira posição para a centésima edição das 500 Milhas de Indianápolis, a maior prova automobilística do mundo, tanto que o seu vencedor ganha o status de campeão, em uma única corrida.
Ninguém esperava pela façanha do cara nascido no dia 5 de dezembro de 1986, na cidade de Oakville, uma das maiores da província de Ontário. No ano passado, na mesma e lendária pista oval do Indianapolis Motor Speedway, Hinchcliffe sofreu um grave acidente nos treinos preparatórios para a famosa prova. Teve a bacia perfurada, esteve perto da morte e ficou de fora do resto do campeonato da Indy.
Pouca pessoas ainda acreditavam na volta do piloto canadense às pistas da categoria, principalmente aos traiçoeiros circuitos ovais. Uma delas passou também perto da morte, seu chefe de equipe, Sam Schmidt, o mesmo comandante da tentativa de participação de Hinchcliffe das 500 Milhas de 2015, o mesmo comandante do carro da pole position de agora.
Com 35 anos de idade, Schmidt teve um gravíssimo acidente no circuito Walt Disney World Speedway, em 2000, quando participava de uma prova da IRL, dissidência, na época, da Indy. Schmidt ficou respirando por aparelhos por cinco semanas. Escapou da morte. No entanto, ficou tetraplégico.
O norte-americano se inspirou, então, na história ocorrida com o inglês Frank Williams, da Fórmula-1. Em 1986, o dono da Williams teve um acidente de estrada, no qual seu carro capotou várias vezes. Frank ficou preso a uma cadeira de rodas para toda a vida. Schmidt não pode mais correr, entretanto, continuou ligado às competições, abrindo sua própria equipe, a Sam Schmidt Motorsports, a mesma do autor da pole da centésima 500 Milhas.
Hinchcliffe é uma figura fora das pistas. Uma de suas habilidades além de "bota" atrás do volante de um bólido de corrida é a imitação de pessoas famosas. Uma das vítimas é o finlandês Kimi Raikkonen, campeão da F-1 em 2007 pela Ferrari. E não é fácil de se imitar o introspectivo Homem de Gelo. Outra mania do canadense veio na adolescência, quando inventou uma cidade imaginária, a Hinchtown, da qual é o próprio prefeito. Na cidade fictícia, tudo é um mar de rosas. Pelas imitações e pelo "cotidiano" de sua cidade, Hinchcliffe tem uma legião de fãs no YouTube.
Extremamente simpático e boa praça, Hinchcliffe é um piloto/humano, como poucos são, por exemplo, na F-1. Até o próximo domingo, o canadense será acompanhado no Indianapolis Motor Speedway da alcunha de Homem Mais Rápido do Mundo. A motor! Porque o mais veloz sobre suas pernas é o jamaicano Usain Bolt, outro esportista carismático e humano.



Alguém venceu a Tríplice Coroa?

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Como vocês sabem, a Tríplice Coroa do Automobilismo é a união das principais provas do mundo – GP de Mônaco, 500 Milhas de Indianápolis e 24 Horas de Le Mans.
Pois bem! Sempre tive a convicção de que nenhum piloto tinha atingido tal façanha, a de vencer as 500 Milhas da Indy, nas ruas de Monte Carlo na F-1 e nas intermináveis horas de Le Mans.
Mas tem um: o inglês Norman Graham Hill, o Mister Mônaco e pai do inexpressivo campeão do Mundial de F-1 de 1996, Damon Hill. Figuraça sem igual, Hill, um dos melhores exemplos de piloto da Era Romântica do Automobilismo, morreu com apenas 46 anos de idade, em um acidente com um bimotor que ele mesmo pilotava, ao lado da promessa da F-1 Tony Brise, de sua equipe, a Embassy Hill, em 1975.
Graham Hill venceu as 500 Milhas de Indianápolis em 1960, com uma Lotus. O Mister Mônaco ganhou nas ruas de Monte Carlo em 1963, 1964, 1965 (com BRM), 1968 e 1969 (com Lotus). Em uma das fotos aí de cima, Hill é cumprimentado por um sujeito chamado Jackie Stewart (com um capacete branco com a listra escocesa tradicional pintada na parte de cima).
Por último, em 1972, Graham Hill foi ainda vencer em Le Mans, na principal categoria (LMP1, dos protótipos) ao lado do francês barbudo Henri Pescarolo, com a Matra-Simca MS670.
O Graham Hill é ou não é O Cara?



A má educação do brasileiro!

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Dizem que é fácil de se encontrar um grupo de brasileiros em um aeroporto mundo afora. Basta ver quem está gritando!
E não é bem verdade?
Na semana de duas das três provas da Tríplice Coroa (500 Milhas de Indianápolis, GP de Mônaco, essas duas, e 24 Horas de Le Mans), dois de nosso grande pilotos não gritaram  – porque isso seria normal para as ocasiões – mas feriram profundamente o protocolo e as mínimas exigências da boa educação.
O primeiro na ordem cronológica foi o Ayrton Senna, o Rei de Mônaco, com seis conquistas no Principado. O Mister Mônaco é o inglês Graham Hill (com cinco), mas isto é outra história. Por ocasião de sua primeira vitória em Monte Carlo, com a Lotus, em 1987, Senna deu um banho de champanha na Família Grimaldi, os donos do pedaço, incluindo o Príncipe Rainier (à esquerda da foto aí de cima, atrás do Ayrton).
Na verdade, não chegou a ser um banho, mas umas borrifadas nos Grimaldi e no Papagaio de Pirata da foto, o insuportável Jean-Marie Balestre, de óculos escuro na imagem. De qualquer jeito, foi uma afronta do então futuro tricampeão. Depois dessa, os vencedores de Mônaco são chamados à pista para o banho de champanha.
Cá entre nós: eu sempre achava que o Príncipe sempre ficava dando a maior sopa no pódio, pedindo pra levar um banho de champanha! Anyway...
O segundo na ordem cronológica foi o nosso Rato, em 1993, na sua segunda vitória em Indianapolis. Produtor e exportador de laranja para os EUA, Emerson Fittipaldi recusou a garrafa de leite no pódio (é tradição em Indianápolis o vencedor beber leite, um dos principais produtos da região) e tomou suco de laranja, que ele levou dos boxes. A recusa de Emerson pegou mal, porque quando alcançaram a garrafa de leite, o Rato empurrou o braço – mal educadamente – do sujeito que estava fazendo aquilo.



Lembrando Bianchi

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Romain Grosjean correrá a prova que considera de casa, "Mônaco é dentro da França", com um capacete lembrando Jules Bianchi, francês, morto no ano passado e grande promessa para um dia pilotar para a Ferrari.
Bianchi foi oitavo colocado em Monte Carlo em 2014, com uma Marussia.
Gente, a previsão do tempo indica chuva para a prova de domingo. Ou seja, mais emoções. Em 1984, Ayrton Senna deu um show em Mônaco com uma carroça e embaixo de chuva. Deu um baile em Alain Prost com uma Toleman em cima da poderosa McLaren de então.



Motor Renault mais forte

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A Renault confirmou que utilizará uma nova versão de seu motor no GP de Mônaco, previsto para o próximo domingo. A empresa francesa usaria a nova especificação apenas a partir do GP do Canadá, a corrida seguinte do Mundial, mas os bons testes feitos na semana passada em Montmeló, Barcelona, após o GP da Espanha, fizeram seus diretores adiantarem a decisão.
No entanto, pelo curto espaço de tempo, apenas um piloto de cada equipe que corre com o motor francês (a própria Renault e a Red Bull) terá a nova unidade. E os escolhidos são os corredores que têm mais pontos no campeonato até o momento: Kevin Magnussen, na Renault, e Daniel Ricciardo, na Red Bull.
O homem da hora, o holandês Max Verstappen, só terá o novo motor em Montreal, portanto.



Quem vence em Mônaco?

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Pois é, em Mônaco, como vocês já estão carecas de saber, tudo, ou quase tudo, é diferente. Os dois primeiros treinos livres são na quinta-feira. Sexta é destinada para a folga da F-1, na pista, pois é momento de muita gandaia, festa e promoções no Principado. No sábado, o circo volta à rotina nas ruas de Monte Carlo.
As apostas devem ser colocadas nos comentários deste post (clicando em "Ler tudo" no fim do post) ou serem enviadas para o meu e-mail (danieldias10259@gmail.com) ou (diasaovolante@diasaovolante.com) até cinco minutos antes do início do treino de classificação no sábado. Boa sorte!

Regulamento e itens para Monte Carlo:
Pole: sobrenome do piloto - 5 pontos
Segundo do grid: sobrenome do piloto - 2 pontos
Vencedor: sobrenome do piloto - 25 pontos
Equipe com mais pontos na etapa: nome da equipe - 5 pontos
Melhor equipe, fora de Mercedes e Ferrari, classificada no final da prova. Pode até essa equipe ser a vencedora da etapa. Vale só o piloto mais bem classificado dessa equipe na prova: vale 5 pontos
Segundo colocado da prova: sobrenome do piloto - 20 pontos
Terceiro colocado da prova: sobrenome do piloto - 15 pontos
Quarto colocado da prova: sobrenome do piloto - 10 pontos
Quinto colocado da prova: sobrenome do piloto - 5 pontos
Piloto com mais voltas na liderança: sobrenome do piloto - 5 pontos
Volta mais rápida da prova: sobrenome do piloto - 5 pontos
Último colocado da prova (segundo a cronometragem oficial da FIA): sobrenome do piloto - 15 pontos
Gabaritar os cinco primeiros na ordem certa de classificação da prova - 15 pontos
Acertar os cinco primeiros no final da prova sem a ordem exata - 5 pontos

Para acompanhar ao vivo todos os lances do GP de Mônaco:
Quinta-feira: 5h, primeiro treino livre, 9h, segundo treino livre, ambos pelo Sportv
Sábado: 6h, terceiro treino livre, 9h, classificação, ambos pelo Sportv. A Globo transmite apenas o Q3
Domingo: 9h, corrida, pela Globo



Max, na contramão do velho Jos!

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Lewis Hamilton e Nico Rosberg fizeram um favor imenso para os amantes da Fórmula-1, se batendo no começo do GP da Espanha, no domingo, quinta etapa do Mundial. Para o circo e para quem gosta de emoções, não importa quem tenha sido o culpado do choque. Para mim, um incidente de corrida normal
Com a Mercedes fazendo o favor de desocupar a moita, o mundo da velocidade foi apresentado definitivamente para o novo fenômeno das pistas: o holandês Max Verstappen, de apenas 18 anos, o mais novo piloto a vencer na principal categoria do automobilismo.
Para mim, sem surpresas! O menino Max (por obséquio, sem esta de Mad Max), mostrou na temporada passada, sua primeira na F-1, o brilhantismo de um fora de série. Com extrema personalidade, incomparável talento e uma pilotagem refinada, bem diferente da mostrada nos anos 90 por seu pai, o Jos Verstappen, um legítimo pôrra-louca - por isso, também, sem esta de Mad Max -, o piloto do bólido de número 33 é um corredor soberbo. Apesar da idade, já sabe tudo!
A personalidade marcante do vencedor do GP da Espanha, na sua estreia na Red Bull no lugar do desmiolado russo Daniil Kvyat, veio nos treinos da corrida de Suzuka, no Japão, em 2015. Com um aguaceiro digno de Noé, todo mundo ficou nos boxes na primeira sessão livre para o GP do Japão. Todos, menos um: ele! Lá pelas tantas, via rádio, o jovem holandês respondeu calmamente a sua equipe, até então, a Toro Rosso, satélite da Red Bull, que "a pista está em ótimas condições". Para ele, estava.
Mas, o que Max Verstappen tem a ver com o tetracampeão Sebastian Vettel, hoje na Ferrari? A mesma porta de entrada na F-1, a austríaca Red Bull, do bilionário e excêntrico Dietrich Mateschitz, de 71 anos, um apaixonado pelo esporte, qualquer esporte, tanto que banca até clubes de futebol nos EUA e no Brasil, entre tantas outras categorias, inclusive uma inusitada corrida de aviões.
Pois bem! Dos três pilotos fora de série surgidos na F-1 nos últimos anos, todos vieram da Escola Red Bull, passando pela associada Toro Rosso – Sebastian Vettel, Daniel Ricciardo e Max Verstappen. E dizer que as duas escuderias quase saíram do campeonato e da categoria no final de 2015 porque poderiam ficar sem motores para competir pelas vitórias.
Quando soube disso, Bernie Ecclestone, o dono do circo e que não rasga dinheiro porque de bobo não tem nada, gritou!
- ARRUMEM UM MOTOR PARA A RED BULL. SE NÃO ARRUMAREM, EU CONSTRUO UM!
Salve, Max! Bem-vindo ao mundo dos habitantes do Olimpo da Velocidade. E obrigado à Red Bull e ao velho Mateschitz!
Ah! Só os três, Vettel, Ricciardo e Verstappen, venceram na F-1 desde 2014 além dos pilotos da poderosa Mercedes.



Vettel põe a Ferrari no páreo em Mônaco

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Sebastian Vettel abriu artilharia contra a Mercedes para a próxima etapa do Mundial, nada menos que o GP de Mônaco, daqui a uma semana. Para o tetracampeão, as chances da equipe italiana nas ruas de Monte Carlo são reais, "embora a Mercedes ainda seja a favorita", disse.
O mau desempenho da Ferrari na classificação da Espanha, segundo o alemão, não mostrou o real desempenho dos carros vermelhos.
- Andamos bem em todo o fim de semana em Barcelona e nos testes após a corrida. Só não fomos bem no sábado - comentou Vettel.
A Ferrari não vence em Mônaco há 14 anos, desde a conquista de Michael Schumacher em 2001. Nas últimas seis provas no Principado, tivemos três vitórias da Red Bull em sequência, em 2010, 2011 e 2012, duas com Mark Webber e uma com Vettel, e três também seguidas da Mercedes, em 2013, 2014 e 2015, todas com o líder do campeonato deste ano, Nico Rosberg.
O tricampeão Lewis Hamilton venceu apenas uma vez em Mônaco, em 2008, quando não era o favorito para o topo do pódio, pois bateu na corrida, provocou a entrada do safety car, mas incrivelmente se recuperou depois.



Max continua dando as cartas

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Sensação do momento na Fórmula-1, o holandês Max Verstappen, da Red Bull, vencedor do GP da Espanha no domingo passado, foi o mais rápido no último dia de testes no circuito de Montmeló, o mesmo da última etapa do Mundial. O próximo teste coletivo oficial da categoria só ocorrerá na pré-temporada de 2017.
O  alemão Pascal Wehrlein, titular da Manor e reserva da Mercedes, comandou o carro prateado nesta quarta-feira, completando com a terceira marca, atrás do belga Stoffel Vandoorne, reserva da McLaren.
Verstappen teve sua melhor marca praticamente idêntica à do alemão Sebastian Vettel, da Ferrari, obtida no dia anterior (1min23s220). A equipe italiana esteve representada nesta quarta-feira pelo piloto reserva, o italiano Antonio Fuoco. Felipe Massa esteve a bordo da Williams mas ficou com um tempo inexpressivo. A Sauber foi a única equipe ausente nesses testes em Barcelona, por absoluta falta de dinheiro.
A próxima etapa do campeonato será realizada no dia 29 de maio, nas ruas de Monte Carlo.

1 Max Verstappen, Red Bull     1:23.267, 118 voltas
2 Stoffel Vandoorne, McLaren 1:24.006  a   0.739, 108
3 Pascal Wehrlein, Mercedes 1:24.145  a   0.878, 133
4 Esteban Gutierrez, Haas 1:24.592 a 1.325, 105
5 Antonio Fuoco, Ferrari 1:24.720   a  1.453, 118
6 Daniil Kvyat, Toro Rosso 1:24.737  a 1.470, 116
7 Alfonso Celis, Force India     1:25.016  a 1.749, 103
8 Kevin Magnussen, Renault 1:25.133  a  1.866, 122
9 Felipe Massa, Williams 1:27.167  a  3.900, 94
10 Jordan King, Manor 1:27.615   a  4.348, 91



Ferrari na frente nos primeiros testes

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Sebastian Vettel, da Ferrari, foi o mais rápido do primeiro dia de testes na mesma pista do GP da Espanha, disputado no domingo passado. Com os pneus macios, os mesmos utilizados pela Mercedes de Nico Rosberg, o segundo colocado nesta terça-feira, Vettel ficou com o tempo de 1min23s220, ante 1min22s000 da pole de Lewis Hamilton no sábado. Detalhe: a Mercedes tem uma versão especial de seu motor para a classificação das provas, não utilizada em outros treinos ou nas corridas.
Hamilton, Fernando Alonso, da McLaren, e Valtteri Bottas, da Williams não participarão desses testes em Barcelona. Nesta quarta, com Felipe Massa no comando da Williams, será realizada a última sessão dos treinamentos.
Na terça, a Williams, com o piloto reserva, o inglês Alex Lynn, testou uma nova asa traseira, maior e mais pesada que as usadas atualmente, do novo regulamento, previsto para 2017.

1.   Vettel, Ferrari, 1min23s220, 103 voltas
2.   Rosberg, Mercedes, 1min23s337, 119
3.   Button, McLaren, 1min23s753, 86
4.   Grosjean, Haas, 1min23s882, 96
5.   Wehrlein, Manor, 1min24s297, 86
6.   Riccardo, Red Bull, 1min24s307, 89
7.   Gasly, Toro Rosso, 1min24s821, 78
8.   Celis, Force índia, 1min25s467, 99
9.   Lynn, Williams, 1min26s071, 86
10. Ocon, Renault, 1mins530, 104



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