F-1 - Blog da Fórmula-1 de Daniel Dias - Dias ao Volante

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Williams saem da Williams

Dias ao Volante
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Ao contrário do que os comandantes do Dorilton Capital, o novo dono da equipe Williams, disseram inicialmente, a família Williams, pai Sir Frank e filha Claire, deixará o comando da escuderia inglesa depois do GP da Itália, no próximo domingo. Será o final do ciclo iniciado em 1977, quando Frank Williams, ao lado de Patrick Head, fundou a equipe com seu sobrenome, no começo, uma modestíssima escuderia com problemas financeiros de toda a ordem, até se associar aos petrodólares da Arábia Saudita em 1979 e conquistar o título com o australiano Alan Jones em 1980. A equipe conquistaria mais seis campeonatos de pilotos (Keke Rosberg, em 1982, Nelson Piquet, em 1987, Nigel Mansell, em 1992, Alain Prost, em 1993, Damon Hill, em 1996, e Jacques Villeneuve, em 1997), ficaria com a marca da morte com Ayrton Senna, em 1994, e projetaria pelas mãos de Adrian Newey o carro mais completo tecnologicamente da história da Fórmula-1, o FW14B, de 1991-1992.
Os novos donos da Williams prometeram também que o famoso nome da equipe continuaria. Agora, ninguém mais garante isso. E a vida continua...



Hamilton vence em Spa

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Foi mais difícil do que se esperava. Tudo por causa de uma batida infantil de Antonio Giovanazzi na primeira parte da prova, que provocou a entrada do safety car e forçou os pilotos a colocarem os pneus duros muito cedo.Com isso, os três primeiros colocados, Lewis Hamilton, Valtteri Bottas e Max Verstappen, enfrentaram problemas de desgaste de pneus nas últimas voltas. Mas no final se sobressaiu a maior genialidade de Hamilton, que se encaminhou para a vitória em Spa-Francorchamps, neste domingo. Depois da prova, em cima do carro, Hamilton homenageou mais uma vez o ator Chadwick Boseman, o Pantera Negra, que morreu vítima de câncer no sábado, aos 43 anos. O hexaheptacampeão repetiu o gesto característico da personagem do cinema, com os braços cruzados sobre o peito.
Com mais uma conquista, Hamilton está a apenas duas vitórias das 91 de Michael Schumacher. No campeonato, o inglês tem 47 pontos de vantagem sobre Verstappen e 50 do companheiro Valtteri Bottas, que conseguiu chegar em segundo, à frente do piloto da Red Bull. Daniel Ricciardo, na melhor apresentação da equipe Renault no ano, chegou em quarto e ainda fez a volta mais rápida, na última volta.
Ao contrário do que a previsão do tempo anunciou, a corrida foi toda disputada com pista seca. Carlos Sainz Jr. teve problemas no cano de descarga de sua McLaren antes da prova e não participou do GP da Bélgica. Pode uma corrida no melhor circuito do mundo ser chata? Pode. Foi a deste domingo. O drama do desgaste dos pneus na parte final da prova se limitou aos pilotos e às equipes. Para quem assistiu ao GP da Bélgica, foi um porre!
A Fórmula-1 tem prova já no próximo domingo, em Monza, o Templo da Velocidade, onde os carros da principal categoria do mundo atingem as maiores velocidades no ano.

Resultado final:
1) L. Hamilton - Mercedes - 1h24min08s761
2) V. Bottas - Mercedes - a 8s448
3) M. Verstappen - Red Bull - a 15s455

4) D. Ricciardo - Renault - a 18s877
5) E. Ocon - Renault - a 40s650
6) A. Albon - Red Bull - a 42s712
7) L. Norris - McLaren - a 43s774
8) P. Gasly - Alpha Tauri - a 47s371
9) L. Stroll - Racing Point - a 52s603
10) S. Perez - Racing Point - a 53s179

11) D. Kvyat - Alpha Tauri - a 1min10s200
12) K. Raikkonen - Alfa Romeo - a 1min11s504
13) S. Vettel - Ferrari - a 1min12s894
14) C. Leclerc - Ferrari - a 1min14s920
15) R. Grosjean - Haas - a 1min16s793
16) N. Latifi - Williams - a 1min17s795
17) K. Magnussen - Haas - a 1min25s540

18) A. Giovinazzi - Alfa Romeo - não completou
19) G. Russell - Williams - não completou
20) C. Sainz Jr - McLaren - não largou

Melhor volta - D. Ricciardo - Renault - 1min47s483

Mundial de Pilotos 2020:
1) L. Hamilton - Mercedes - 157 pontos
2) M. Verstappen - Red Bull - 110 pontos
3) V. Bottas - Mercedes - 107 pontos
4) A. Albon - Red Bull - 48 pontos
5) C. Leclerc - Ferrari - 45 pontos
6) L. Norris - McLaren - 45 pontos
7) L. Stroll - Racing Point - 42 pontos
8) D. Ricciardo - Renault - 33 pontos
9) S. Perez - Racing Point - 33 pontos
10) E. Ocon - Renault - 26 pontos
11) C. Sainz Jr - McLaren - 23 pontos
12) P. Gasly - Alpha Tauri - 18 pontos
13) S. Vettel - Ferrari - 16 pontos
14) N. Hulkenberg - Racing Point - 6 pontos
15) A. Giovinazzi - Alfa Romeo - 2 pontos
16) D. Kvyat - ALpha Tauri - 2 pontos
17) K. Magnussen - Haas - 1 ponto
18) K. Raikkonen - Alfa Romeo - 0 ponto
19) G. Russell - Williams - 0 ponto
20) N. Latifi - Williams - 0 ponto
21) R. Grosjean - Haas - 0 ponto

Mundial de Construtores:
1) Mercedes - 264 pontos
2) Red Bull - 158 pontos
3) McLaren - 68 pontos
4) Racing Point - 66 pontos
5) Ferrari - 61 pontos
6) Renault - 59 pontos
7) Alpha Tauri - 20 pontos
8) Alfa Romeo - 2 pontos
9) Haas - 1 ponto
10) Williams - 0 ponto



Hamilton é pole em Spa. Muito fácil!

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Qualquer pessoa mais ou menos esclarecida em Fórmula-1 sabia que esta seria a pole position mais fácil de Lewis Hamilton na temporada. E se tivesse realmente chovido em Spa, teria sido ainda mais fácil. Como maior ícone do esporte atualmente, o hexaheptacampeão fez uma linda homenagem ao ator Chadwick Boseman, que interpretou o Pantera Negra no cinema recentemente e morreu ontem aos 43 anos devido a um câncer, imitando o gesto da personagem do cinema ao sair do carro neste sábado no circuito belga. Hamilton, realmente, é O Cara, e felizes somos nós que estamos vivendo o tempo de consagração definitiva desse “monstro” das pistas.
Com mais de meio segundo atrás de Hamilton na classificação, Vatteri Bottas deu uma entrevista/piada logo após o treino. Olhem só:
- Fiz muito lento a La Source (a curva mais lenta do circuito de Spa). Depois, fui muito bem na minha segunda tentativa e não vejo aonde está essa diferença toda entre nós dois no tempo.
Pérolas!
Diz-se sempre que se um sujeito não sabe por que perdeu, é o primeiro passo para voltar a perder. Valtteri, sabe aonde está a diferença toda que você mencionou? Em Lewis Carl Hamilton. Você é o Bottas, ele, o Hamilton. Bom domingo, Valtteri! E se conseguir chegar à frente do Max Verstappen na prova já será uma vitória.

Resultado da Classificação:
1) L. Hamilton - Mercedes - 1min41s252
2) V. Bottas - Mercedes - a 0s511
3) M. Verstappen - Red Bull - a 0s526
4) D. Ricciardo - Renault - a 0s809
5) A. Albon - Red Bull - a 1s012
6) E. Ocon - Renault - a 1s144
7) C. Sainz Jr - McLaren - a 1s186
8) S. Perez - Racing Point - a 1s280
9) L. Stroll - Racing Point - a 1s351
10) L. Norris - McLaren - a 1s405

11) D. Kvyat - Alpha Tauri
12) P. Gasly - Alpha Tauri
13) C. Leclerc - Ferrari
14) S. Vettel - Ferrari
15) G. Russell - Williams

16) K. Raikkonen - Alfa Romeo
17) R. Grosjean - Haas
18) A. Giovinazzi - Alfa Romeo
19) N. Latifi - Williams
20) K. Magnussen - Haas



Hamilton domina antes da Classificação para o GP da Bélgica

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Resultado da sessão:
1) L. Hamilton - Mercedes - 1min43s255
2) E. Ocon - Renault - a 0s230
3) L. Norris - McLaren - a 0s386
4) A. Albon - Red Bull - a 0s476
5) V. Bottas - Mercedes - a 0s558
6) M.Verstappen - Red Bull - a 0s641
7) D. Ricciardo - Renault - a 0s718
8) L. Stroll - Racing Point - a 0s733
9) C. Sainz Jr - McLaren - a 0s751
10) S. Perez - Racing Point - a 0s925
11) P. Gasly - Alpha Tauri - a 1s253
12) D. Kvyat - Alpha Tauri - a 1s288
13) N. Latifi - Williams - a 1s516
14) K. Magnussen - Haas - a 1s586
15) R. Grosjean - Haas - a 1s589
16) K. Raikkonen - Alfa Romeo - a 1s677
17) C. Leclerc - Ferrari - a 1s892
18) G. Russell - Williams - a 1s902
19) A. Giovinazzi - Alfa Romeo - a 1s935
20) S. Vettel - Ferrari - a 2s165



Verstappen lidera em Spa

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Max Verstappen foi o mais rápido no primeiro dia de treinos livres para o GP da Bélgica, sétima etapa do Mundial de Fórmula-1, à frente de Daniel Ricciardo e de Lewis Hamilton. As duas sessões foram feitas com pista seca, coisa que não deve se verificar no terceiro treino livre e na classificação no sábado. O serviço de meteorologia oficial da F-1 prevê chuva no sábado na Bélgica e chuvas esparsas para a prova de domingo.
Ainda no embalo da possível saída da Globo da cobertura do Mundial a partir de 2021, algumas coisas insuportáveis continuaram na transmissão dos treinos desta sexta-feira, como o retorno do gordinho mala aos comentários, cometendo, por exemplo, o sacrilégio de renomear a mais famosa curva do mundo, a Eau Rouge, de Eau Rouge Radillion. Ô, Senhor Google, até os caras no Irã sabem que Radillon é o nome do setor imediatamente após à famosa curva.
Outra coisa muito chata é continuar chamando a Racing Point de Mercedes Rosa. Seria bom os caras se prepararem melhor para a transmissão. A controvérsia da cópia do projeto da Racing Point do carro da Mercedes de 2019 já acabou, com a Renault, principal reclamante dessa “cópia”, já tendo retirado o protesto. Mas, enfim, esses efeitos colaterais a gente se livrará a partir de 2021.

Resultado da sessão:
1) M. Verstappen - Red Bull - 1min43s744
2) D. Ricciardo - Renault - a 0s048
3) L. Hamilton - Mercedes - a 0s096
4) A. Albon - Red Bull - a 0s390
5) S. Perez - Racing Point - a 0s393
6) V. Bottas - Mercedes - a 0s418
7) L. Norris- McLaren - a 0s424
8) E. Ocon - Renault - a 0s464
9) C. Sainz Jr - McLaren - a 0s730
10) P. Gasly - Alpha Tauri - a 0s856
11) L. Stroll - Racing Point - a 0s934
12) D. Kvyat - Alpha Tauri - a 1s082
13) A. Giovinazzi - Alfa Romeo - a 1s117
14) K. Raikkonen - Alfa Romeo - a 1s152
15) C. Leclerc - Ferrari - a 1s696
16) G. Russell - Williams - a 1s719
17) S. Vettel - Ferrari - a 1s939
18) N. Latifi - Williams - a 2s030
19) R. Grosjean - Haas - a 2s090
20) K. Magnussen - Haas - a 2s498



Bottas lidera o primeiro treino livre do GP da Bélgica

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Resultado da sessão:
1) V. Bottas - Mercedes - 1min44s493
2) L. Hamilton - Mercedes - a 0s069
3) M. Verstappen - Red Bull - a 0s081
4) S. Perez - Racing Point - a 0s136
5) L. Stroll - Racing Point - a 0s375
6) A. Albon - Red Bull - a 0s556
7) E. Ocon - Renault - a 0s606
8) C. Sainz Jr - McLaren - a 0s729
9) D. Ricciardo - Renault - a 0s732
10) L. Norris - McLaren - a 0s781
11) D. Kvyat - Alpha Tauri - a 0s954
12) P. Gasly - Alpha Tauri - a 1s010
13) K. Raikkonen - Alfa Romeo - a 1s211
14) C. Leclerc - Ferrari - a 1s266
15) S. Vettel - Ferrari - a 1s686
16) N. Latifi - Williams - a 1s995
17) G. Russell - Williams - a 2s077
18) K. Magnussen - Haas - sem tempo
19) R. Grosjean - Haas - sem tempo
20) A. Giovinazzi - Alfa Romeo - sem tempo



Já vai tarde!

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O que parece ser uma notícia ruim, é justamente o contrário. A Globo decidiu abrir mão da cobertura do Mundial de Fórmula-1 a partir do próximo ano. Ou seja, mostrará as corridas de 2020, dará seu prefixo e cairá fora. A rede de televisão com sede no Rio de Janeiro e a Liberty Media, dona da F-1, não entraram em acordo para a renovação de contrato. O bigodudo norte-americano Chase Carey (foto), de 66 anos, presidente da Liberty e da própria F-1, confirmou a informação quanto à retirada da Globo, que compreende também, evidentemente, os canais SporTV. Tem um monte de explicações e desdobramentos por trás dessa “desistência” global.
Na verdade, isso não aconteceu pela própria vontade da emissora carioca, que já fez cortes de salários, demitiu muitos artistas, não está fazendo suas produções de novelas, “abandonou” a Libertadores da América, não mostrou a Final da Copa dos Campeões da Uefa e muitas outras coisas mais, indicando – e aí digo, infelizmente – que seu fechamento não está nem um pouco distante. Especificamente em relação à F-1, a Globo estava “pisando na bola” há muito tempo, não transmitindo os treinos de classificação e provas que coincidiam com o Brasileirão de Futebol, além de não enviar equipe própria para os GPs, com exceção, claro, do GP do Brasil. Neste ano, a Globo sequer conseguiu vender suas seis cotas de patrocinadores, ficando apenas com cinco.
Mais verdade: a Globo não renovou o contrato com a F-1 porque NÃO CONSEGUIU, abrindo, assim, a oportunidade para que outra emissora de canal aberto no Brasil passe o Mundial a partir de 2021. Ou um canal fechado, caso, por exemplo, da Fox, que já pegou a MotoGP neste ano, ou outra emissora desse segmento. Aliás, o Brasil é o único país tradicional em transmissões ao vivo da F-1 que ainda mostra as corridas em um canal aberto. Na Europa, na América do Norte e na Ásia, as corridas são mostradas apenas na TV paga. Outro grande equívoco da emissora carioca é que o interesse do telespectador brasileiro baixou após os pilotos nacionais terem ficado de fora da luta por títulos e até mesmo do grid. A F-1 tem um público específico no Brasil, e essas pessoas permanecem ligadas à principal categoria do automobilismo com a mesma atenção e fidelidade, não importando se não tem brasileiro na disputa pelo título ou por vitórias.
O circo da F-1 é o esporte mais rico do planeta. E ficou ainda mais milionário com a entrada dos norte-americanos da Liberty. Ao contrário da Fifa e de outras grandes entidades do esporte, a Fórmula-1 sempre teve um dono, rechaçando, assim, a corrupção, que quase acabou com a mandatária internacional do futebol. Bernie Ecclestone – apesar de todos os senões éticos contra o velho britânico - construiu a F-1 como conhecemos e mandava nela porque era seu dono. Agora, o dono é a Liberty. A F-1 tem dono como tantos esportes milionários tem, como a NBA (basquete), a NFL (futebol americano), a Indy, a Nascar, a Uefa e a Premier League, a liga do maior campeonato de futebol nacional, o da Inglaterra.
A Globo sempre foi a marca da F-1 para o Brasil. Mas, não se preocupem, a sua saída de cena é notícia boa! Fiquem tranquilos!



Turquia e a Curva 8 voltam neste ano

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A Fórmula-1 terá mais quatro etapas neste ano, uma delas, no circuito de Istambul, na Turquia. Grande notícia! Eu era uma assumida viúva da corrida turca, especialmente pela famosa Curva 8, que tem de três a quatro tangências diferentes, dependendo do piloto, e é reproduzida no Circuito das Américas, só que eu sentido contrário na pista norte-americana. O último GP em Istambul foi em 2011. Bernie Ecclestone, então dono da F-1, retirou a prova do calendário alegando que o público era sempre pequeno. Bom, com o coronavirus, isso não é problema, né?
O GP da Turquia será disputado em 15 de novembro, pouco antes de uma rodada dupla no Bahrein, com o GP do Bahrein em 29 de novembro seguido pelo GP de Sakhir (nome do circuito barenita) em 6 de dezembro. A temporada se concluirá em Abu Dhabi em 13 de dezembro.
O calendário deste ano poderá ter, portanto, dezessete provas. A Liberty, atual dona da F-1, confirmou também que em algumas provas deste ano abrirá o circuito para alguns privilegiados fãs, que ficariam em locais isolados do autódromo.



A Williams tem novo dono

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Depois de quarenta anos de história, sete Mundiais de pilotos (Alan Jones, 1980, Keke Rosberg, 1982, Nelson Piquet, 1987, Nigel Mansell, 1992, Alain Prost, 1993, Damon Hill, 1996, e Jacques Villeneuve, 1997), nove títulos de Construtores, 114 vitórias na Fórmula-1, a marca da morte com Ayrton Senna, em 1994, e uma viagem ao fundo do poço nas últimas temporadas, a equipe Williams foi vendida nesta sexta-feira para o fundo de investimentos norte-americano Dorilton Capital, após uma negociação de mais de três meses. Apesar de em um primeiro momento pouco mudar nas atividades de pista da equipe, comandada por Claire, filha de Sir Frank Williams, a compra pelo Dorilton Capital é completa, incluindo a Williams Grand Prix Engineering Limited (WGPE), que consiste no negócio da F-1 e sua impressionante coleção de carros históricos e a suntuosa sede em Grove, na Inglaterra, sua participação minoritária na Williams Advanced Engineering e todos os outros ativos e passivos comerciais.
O nome Williams permanecerá no grid, assim como a denominação dos carros, iniciando com a sigla FW. Acredita-se que os novos investidores estão comprometidos em manter a cultura da equipe e a marca que Sir Frank, seu sócio Patrick Head (em uma das fotos aí de cima) e seus colegas passaram mais de quarenta anos construindo. Os novos proprietários podem ser norte-americanos, mas dizem que não têm planos de tirar a equipe de sua antiga base em Grove, em Oxford.
- Também reconhecemos as instalações de classe mundial em Grove e confirmamos que não há planos de mudança - disse Matthew Savage, presidente do Dorilton.
De acordo com documentos divulgados ao Mercado de Ações, o valor da empresa é de 152 milhões de euros. Após o reembolso de todas as dívidas de terceiros e despesas da transação, a Williams teve o valor de 112 milhões de euros – cerca de R$ 750 milhões.
Pouco se sabe ainda sobre os investimentos do Dorilton na equipe, porém, é certo que a Williams terá bastante dinheiro para se manter competitiva no grid da F-1 a partir de agora.



Quem entende de Fórmula-1

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Todos que me conhecem desde os tempos do jornal Zero Hora, no qual tive a maior honra de fazer parte, sabem que eu jamais pensei em ser o dono da verdade, falando de Fórmula-1 ou de qualquer outro assunto. Mas tem horas que as coisas enchem o saco! Existe muita gente, especialmente no Brasil, mais precisamente um site com pretensões e nome ligado a GP (Grande Prêmio, como ficaram conhecidas as corridas da principal categoria do mundo), que falam sobre o assunto e inventam notícias simplesmente para “vender jornal” ou pela mais completa ignorância. Acompanho muito de perto a F-1 desde 1972, vi todas as transformações pelas quais a categoria passou até ser catapultada à condição de maior esporte da Terra pelas mãos absolutamente competentes do muito suspeito Bernie Ecclestone, além de ter lido atentamente o livro biográfico editado com autorização do baixinho inglês “Não Sou um Anjo” – frase, aliás, dita pelo próprio Ecclestone para seu biógrafo -, e até ser assumida pela norte-americana Liberty Media, uma empresa de comunicação e entretenimento que acerta em tudo, preservando todos os acertos feitos por Ecclestone e corrigindo coisas pontualmente, a principal delas, ter aberto a categoria para a internet, coisa que o velho Bernie desconhecia existir.
Modéstia à parte, sei como as coisas funcionam nos bastidores da F-1. Só para citar um exemplo, há poucos dias, esse site brasileiro publicou que a Mercedes estaria deixando a F-1 depois de 2021. Imediatamente, disse para o Gabriel, meu filho e sócio aqui no site Dias ao Volante, só uma palavra: “bobagem”! Nesta quarta, o jornalista Lawrence Barretto, ligado ao site oficial da Fórmula-1, detalha certinho sobre o que foi acordado do Novo Pacto de Concórdia (e a maioria não sabe de onde vem esse nome “Corcórdia”), que deve ser assinado sempre por todas as equipes da categoria para poder ir adiante. Se uma não assinar, nada feito! O nome vem da Place de la Corcorde, ou Praça de la Concorde, localizada bem ao centro de Paris e no começo da Champ Elysses, icônica avenida da Cidade Luz. Em uma das fotos aí de cima, a sede da FIA é no suntuoso prédio à esquerda, ao fundo do Obelisco “afanado” do Egito. Pois bem, é nesse prédio que os pactos de Concórdia são assinados. Então, deixo vocês com o Lawrence, ele explica certinho o que está acontecendo e como serão os próximos cinco anos na F-1. O resto, é bobagem.

“Depois de meses e meses e meses de discussões e deliberações, as 10 equipes da F-1 já concordaram com os termos de um novo documento, conhecido como Acordo Concorde, que as vincula ao campeonato mundial por mais cinco anos. Aqui está o que isso significa para o esporte.

O que é o Acordo Concorde?
É um contrato entre a Fórmula-1, órgão regulador da FIA e as equipes que desejam disputar o Mundial. O acordo, entre outras coisas, é um documento comercial que define como as receitas televisivas da F-1 e os prêmios em dinheiro serão distribuídos - e estava definido para expirar no final do ano.

Quanto tempo dura?
O último Acordo Concorde será executado por um período de cinco anos, de 2021 a 2025, e é o primeiro concluído pelos novos proprietários da F-1, a Liberty Media, liderada pelo CEO Chase Carey. Ao assinar o documento, cada equipe se compromete com esse período, dando estabilidade a quem comanda o campeonato mundial, mas também as equipes, seus quadros e seus parceiros.

Por que esse novo acordo é significativo?
Os chefes da Fórmula-1 estão ansiosos para construir uma base sólida para garantir o futuro do campeonato em longo prazo. Um novo limite de orçamento revolucionário a ser introduzido no próximo ano, juntamente com novos regulamentos técnicos abrangentes e um novo conjunto de regras esportivas chegando, foram os primeiros passos.
Um novo acordo comercial, que visa reduzir as disparidades financeiras entre as equipes, nivelar o campo de jogo e fechar a lacuna de desempenho no caminho certo, é a próxima parte desse processo.

Por que demorou tanto?
A pandemia Covid-19 criou dificuldades em, então o foco estava em fortalecer o esporte e as equipes no prazo imediato, com as negociações do Acordo Concorde colocadas em segundo plano. Os desafios que o vírus trouxe serviram como mais um lembrete de que algo precisava mudar, portanto, assim que o campeonato reiniciasse, as negociações do acordo comercial também poderiam.
Mas as equipes de Fórmula-1 são empresas, então sempre será complicado quando o dinheiro é um ponto de negociação. Mudando a forma de distribuição do prêmio em dinheiro, era inevitável que algumas equipes ficassem felizes - pois receberiam uma parcela maior - e outras menos, pois teriam uma fatia menor. E assim as conversas demoraram muito. Em Silverstone, isso fez com que alguns chefes de equipe expressassem sua frustração com os rivais que pareciam estar impedindo o progresso.
Mas, em última análise, como têm feito cada vez mais nos últimos meses, todos os interessados encontraram uma forma de se reunir e chegar a um acordo sobre o documento, o que concordaram a tempo do prazo inicial - que trouxe um pequeno incentivo financeiro - de 18 de agosto.

O que isso significa para a F1?
Com as 10 equipes inscritas para os próximos cinco anos e os regulamentos e limite de custo definidos, a Fórmula-1 pode finalmente embarcar em uma nova Era. Esse acordo lava as especulações de que algumas equipes, como a Mercedes, poderiam não ficar por aqui.
Ele também destaca o comprometimento de equipes como a Haas, cujo dono Gene Haas estava avaliando se deveria se comprometer com a F-1 por mais cinco anos. Ele estava entre os mais expressivos na exigência de maior paridade. Em parte, ele conseguiu seu desejo.
A esperança agora é que todas as equipes de F-1 possam desenvolver-se em operações robustas financeiramente e, ao mesmo tempo, fechar o pacote em termos de competitividade, o que pode, por sua vez, melhorar o espetáculo da corrida.”



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